395px

El Combate

Mão Morta

O Combate

A multidão sedenta de sangue
Ouço-lhe os gritos a demência
No desejo de aliviar a tensão
Acotovelar-se para ver dois boxeurs a socar-se
Embriagados pelo clamor
Deixam-se massacrar e massacram
Alguém vai ter de morrer alguém vai ter de vencer
Os olhos só vêem a severidade dos punhos
Que batem e batem e batem e batem

Quem ganhou ganhou
O que alguém perdeu

Os primeiros esguichos de sangue
São saudados com grande excitação
Desenha-se a festa
Sobre o sofrimento do moribundo
Um último soco para o pôr ko
E a algazarra liberta-se
Jubila-se o vencedor
Perdida criatura

Quem ganhou ganhou
O que alguém perdeu

A cara disforme mal o deixa festejar
Os que agora lhe levantam o braço
São os mesmos que amanhã vão aclamar
Aquele que o vai liquidar
Recolhem-se as apostas

Quem ganhou ganhou
O que alguém perdeu

A menos que todos percam
Nesta luta sem rosto
Que nos consome o presente

El Combate

La multitud sedienta de sangre
Oigo los gritos de demencia
En el deseo de aliviar la tensión
Codo para ver dos boxeadores se golpean entre sí
Borracho por el grito
Se dejan masacrar y masacrar
Alguien va a tener que morir. Alguien va a tener que ganar
Los ojos sólo ven la gravedad de los puños
Que late y bate y bate y bate y bate y bate

Quién ganó won won won
Lo que alguien perdió

Los primeros chorros de sangre
Son recibidos con gran emoción
Dibuja la fiesta
Sobre el sufrimiento de los moribundos
Un último golpe para noquearlo
Y la raqueta se desata
Jubilee el ganador
Criatura perdida

Quién ganó won won won
Lo que alguien perdió

La cara sin forma apenas le deja fiesta
Los que ahora levantan su brazo
Son los mismos que animarán mañana
El que te liquidará
Las apuestas se recogen

Quién ganó won won won
Lo que alguien perdió

A menos que todos pierdan
En esta lucha sin rostro
Eso nos consume el presente

Escrita por: Adolfo Luxúria Canibal / Miguel Pedro