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Itinerante (part. Átomo)

Marcão Baixada

Itinerante (part. Átomo)

Sou daqui, eu sou de lá, tenho mais de um lar;
Sempre a caminhar. Nômade, Sou de todo lugar
Caminho à todo instante, nessa rota. Itinerante!
Minha arte é livre, em movimento constante
Da Selva, do Zoológico, desvio do que é lógico;
Sincronicidade na cidade, tempo cronológico
E eu tô aqui, eu tô ali, meu tempo eu dividi;
Nesse caso ao acaso, com o som me comprometi
Vivo nos fundo de buzão, vivo na condução...
Nos trens, no metrô, encarando a lotação;
Ando sempre munido, com meus fones de ouvido
Baixada é pra onde o coração sempre bate em sentido.
Compulsivo, produtivo, introspectivo;
Presente do indicativo; Ativo, sempre lendo um livro
Em meio a tribulações, reflexões, tiro minhas conclusões
E sei que ideias perpassam gerações

Itinerante, em movimento constante
Sou andarilho, caminho à todo instante
Assim eu sigo minha viagem, sigo minha caminhada
Direto do Rio de Janeiro, eu sou da Baixada. [2X]

Da Baixada, vou pro Centro. Zona Norte, vou por dentro;
Adentro as ruas, evitando contratempo
Zona Oeste, Zona Sul, direção tem de monte...
Rodoviária, circulação diária, pr'outro lado da ponte
É sol, é chuva, arco-íris, brilho no olhar;
Odeio guarda-chuvas, tô aqui pra me molhar.
Nessa viagem, que não tem massagem, levo minha bagagem;
Na mente e no coração, registro imagens
Andarilho, meu caminho eu trilho, com a rima no gatilho;
A cara do Rio: Globo, biscoito de Polvilho.
No Mar de Gente, na Central, é o bonde do trem...
Gente da gente, nesse astral, são mais de cem
O trem tá lotado, o trânsito, engarrafado;
Nada se move e por esse âmbito estamos cercados
Busco novas rotas, novas frotas, novas notas;
E nesse caminho eu não vou colecionar derrota.

Itinerante, em movimento constante
Sou andarilho, caminho à todo instante
Assim eu sigo minha viagem, sigo minha caminhada
Direto do Rio de Janeiro, eu sou da Baixada. [2X]

Eu...
Distância não meço, começo com o pé direito;
Com jeito, como quem pisa sobre ovos.
Não hesito, transito pelo estreito
Em velhos conceitos, porém de tênis novos.
Troveja, mas trovo, em meio as trevas,
Me atrevo, não travo. Dito bravo, se entreva
Moonwalker, passos atrás...
Meu caminho, Deus aplaina,
Bailarino coxo, sem sapatilha polaina
Rodopia, rodopia, mas não cai.
Digo mais: Foreman foi à lona, depois de bater em Ali.
Que diferença faz ser saci ou centopéia, se a odisseia não tiver um Grand Finale?
Sombra da Morte, Vale.
Serpentes e escorpiões pavimentam a rua
Não bato perna em várias direções, pois sem bem aonde Zion se situa.
Átomo continua pelo campo de extermínio,
Debocho dos Nazis rimando em aramaico.
Jesus, lâmpada para os pés, caminho retilíneo
Passos iluminados, como no clipe do Michael.

Itinerante, em movimento constante
Sou andarilho, caminho à todo instante
Assim eu sigo minha viagem, sigo minha caminhada
Direto do Rio de Janeiro, eu sou da Baixada. [2X]

Itinerante (part. Átomo)

Soy de aquí, soy de allá, tengo más de un hogar;
Siempre caminando. Nómada, soy de todos lados
Camino constantemente, en esta ruta. ¡Itinerante!
Mi arte es libre, en constante movimiento
De la Selva, del Zoológico, desviándome de lo lógico;
Sincronicidad en la ciudad, tiempo cronológico
Y estoy aquí, estoy allá, mi tiempo lo dividí;
En este caso al azar, me comprometí con el sonido
Vivo en el fondo del bus, vivo en la conducción...
En los trenes, en el metro, enfrentando la multitud;
Siempre ando equipado, con mis auriculares
La Baixada es donde el corazón siempre late en sentido.
Compulsivo, productivo, introspectivo;
Presente del indicativo; Activo, siempre leyendo un libro
En medio de tribulaciones, reflexiones, saco mis conclusiones
Y sé que las ideas trascienden generaciones

Itinerante, en constante movimiento
Soy caminante, camino constantemente
Así sigo mi viaje, sigo mi caminata
Directo desde Río de Janeiro, soy de la Baixada. [2X]

De la Baixada, voy al Centro. Zona Norte, voy por dentro;
Adentro de las calles, evitando contratiempos
Zona Oeste, Zona Sur, direcciones hay de montón...
Terminal de autobuses, circulación diaria, al otro lado del puente
Es sol, es lluvia, arcoíris, brillo en la mirada;
Odio los paraguas, estoy aquí para mojarme.
En este viaje, que no tiene masajes, llevo mi equipaje;
En la mente y en el corazón, registro imágenes
Caminante, trazo mi camino, con la rima lista;
La cara de Río: Globo, galleta de Polvilho.
En el Mar de Gente, en la Central, es el tren...
Gente de la gente, en este ambiente, son más de cien
El tren está lleno, el tráfico, congestionado;
Nada se mueve y estamos rodeados por este ámbito
Busco nuevas rutas, nuevas flotas, nuevas notas;
Y en este camino no voy a coleccionar derrotas.

Itinerante, en constante movimiento
Soy caminante, camino constantemente
Así sigo mi viaje, sigo mi caminata
Directo desde Río de Janeiro, soy de la Baixada. [2X]

Yo...
La distancia no la mido, comienzo con el pie derecho;
Con cuidado, como quien pisa sobre huevos.
No dudo, transito por lo estrecho
En viejos conceptos, pero con zapatillas nuevas.
Truena, pero yo trueno, en medio de las tinieblas,
Me atrevo, no me detengo. Dicho valiente, si se entrelaza
Moonwalker, pasos atrás...
Mi camino, Dios allana,
Bailarín cojo, sin zapatillas altas
Giro, giro, pero no caigo.
Digo más: Foreman fue a la lona, después de golpear a Ali.
¿Qué diferencia hay entre ser saci o centopéia, si la odisea no tiene un Gran Final?
Sombra de la Muerte, Vale.
Serpientes y escorpiones pavimentan la calle
No doy vueltas en varias direcciones, porque sé bien dónde está Sión.
Átomo continúa por el campo de exterminio,
Burlándose de los Nazis rimando en arameo.
Jesús, lámpara para los pies, camino recto
Pasos iluminados, como en el video de Michael.

Itinerante, en constante movimiento
Soy caminante, camino constantemente
Así sigo mi viaje, sigo mi caminata
Directo desde Río de Janeiro, soy de la Baixada. [2X]

Escrita por: Átomo / Marcão Baixada