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Caminos

Marcel Torres

Veredas

Por que o céu não cai no chão
Por que não estamos próximos do horizonte
Estamos longe desse grande monte
Que eleva o assombroso cume

Se aventurássemos rochosas pedras-ume
Não temeríamos feridas
E como bicho, na leveza e sem betume
Percorreríamos veredas

Quanto mais a gente se procura
Mais e mais a gente se consome
Seguir sem ver os braços dessa ponte
Essa é minha fronte

A que me revela ao mais profundo ser de mim
Essa é minha ponte
A que me leva aos confins
Da minha mente

Mas será eu ou o que será?
Se o que há devir há de virar
Mas será eu ou o que será?
Uma falha
Mas será eu ou o que será?
Se o que há devir há de virar
Mas será eu ou o que será?
Uma atalho...

Caminos

Por qué el cielo no cae al suelo
Por qué no estamos cerca del horizonte
Estamos lejos de esa gran montaña
Que eleva la cumbre asombrosa

Si nos aventuramos entre rocas y piedras
No temeríamos las heridas
Y como animales, con ligereza y sin alquitrán
Recorreríamos caminos

Mientras más nos buscamos
Más nos consumimos
Seguir sin ver los brazos de ese puente
Esa es mi frente

La que me revela al ser más profundo de mí
Esa es mi puente
La que me lleva a los confines
De mi mente

Pero seré yo o lo que será?
Si lo que está por venir ha de cambiar
Pero seré yo o lo que será?
Una falla
Pero seré yo o lo que será?
Si lo que está por venir ha de cambiar
Pero seré yo o lo que será?
Un atajo...

Escrita por: Marcel Torres