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Percepción

Marcelo Albuquerque

Percepção

O chão que floresce à noite serena de Outubro,
O pequeno riacho que corre em passo lento,
O sol que se põe deixando o lago rubro,
A verdade folha bailando no ar guiada pelo vento,

O pássaro que passa sem fazer alarde,
Aquilo que não se pode comprovar verdade ou mito,
Tudo que volta em hora de saudade
E tudo aquilo que se deixa no tempo escrito;

Singelas ações que passam despercebidas,
O que não se vê no frágil cotidiano,
São exatamente o que marca a nossa vida
E faz com que o mundo não tenha um girar insano.

Olhe para o céu e me diga o que vê:
O azul que ainda sobrou ou as nuvens de chuva?
Tente sempre procurar a verdade e crer
Que sua ventura não tem a essência turva.

Percepción

El suelo que florece en la serena noche de octubre,
El pequeño arroyo que corre lentamente,
El sol que se pone dejando el lago rojizo,
La hoja verdadera bailando en el aire guiada por el viento,

El pájaro que pasa sin hacer alarde,
Aquello que no se puede comprobar como verdad o mito,
Todo lo que regresa en momentos de nostalgia
Y todo aquello que se deja escrito en el tiempo;

Simples acciones que pasan desapercibidas,
Lo que no se ve en el frágil cotidiano,
Son exactamente lo que marca nuestra vida
Y hace que el mundo no gire de manera insana.

Mira al cielo y dime qué ves:
¿El azul que aún queda o las nubes de lluvia?
Siempre intenta buscar la verdad y creer
Que tu fortuna no tiene esencia turbia.

Escrita por: Marcelo P. Albuquerque