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Retirante

Marcelo Marcelino

Retirante

Pra viver o que sonhava eu resolvi sair de casa
Sem medo de nada eu coloquei o pé na estrada
E a minha mãe chorando na porta da sala
Me olhou bem nos olhos e me deu um abraço
Depois de abençoado eu segui minha jornada
Durante muito tempo eu fiquei sem palavra

Procurei o meu caminho, busquei meu horizonte
Olhava pro abismo de perto e de longe
Contra a minha vontade eu não sei dizer adeus
Sempre agradeço o que a vida me deu

Não procure a sua resposta
Na pergunta de outro alguém
Você carrega seu próprio mistério
O errado e o certo, o mal e o bem

Ainda me lembro muito bem quando eu cheguei nessa
Cidade tudo era novo nada era novidade
É tão estranho ser estranho numa terra distante
Tentando ser cópia do que eu nunca fui antes
Mas o tempo do meu verbo sujeito dissonante
Quem chega do passado sempre foi um retirante

Reconheço a minha dor declaro a minha guerra
E sigo no meu sonho sendo aquilo que não era
Quem viver aprisionado por aquilo não tem
É cego enganado mas a conta sempre vem

Não procure a sua resposta
Na pergunta de outro alguém
Você carrega seu próprio mistério
O errado e o certo, o mal e o bem

E na minha cabeça tão cheia de ideias
Sempre encabulada contestando a minha Fé
Aprendi que o impossível também acontece
E que a vida já é boa sendo aquilo que não é

Vão contar a minha história numa mesa de bar
Sonhador e solitário eu não vou negar
Que a vida é muito boa e a sorte é meu abrigo
Sou Poeta e sou louco, sou amigo e inimigo
Você diz que o sentimento é coisa pra amadores
Eu vivo e acredito em outros valores

Não procure a sua resposta
Na pergunta de outro alguém
Você carrega seu próprio mistério
O errado e o certo, o mal e o bem

Retirante

Para vivir lo que soñaba decidí salir de casa
Sin miedo a nada, puse el pie en la carretera
Y mi mamá llorando en la puerta de la sala
Me miró a los ojos y me dio un abrazo
Después de ser bendecido, seguí mi camino
Durante mucho tiempo estuve sin palabras

Busqué mi camino, busqué mi horizonte
Miraba al abismo de cerca y de lejos
Contra mi voluntad no sé decir adiós
Siempre agradezco lo que la vida me dio

No busques tu respuesta
En la pregunta de otro alguien
Tú cargas tu propio misterio
Lo malo y lo bueno, lo incorrecto y lo correcto

Aún recuerdo muy bien cuando llegué a esta
Ciudad, todo era nuevo, nada era novedad
Es tan extraño ser extraño en una tierra lejana
Intentando ser copia de lo que nunca fui antes
Pero el tiempo de mi verbo sujeto disonante
Quien llega del pasado siempre fue un retirante

Reconozco mi dolor, declaro mi guerra
Y sigo en mi sueño siendo aquello que no era
Quien vive aprisionado por eso no tiene
Es ciego engañado, pero la cuenta siempre llega

No busques tu respuesta
En la pregunta de otro alguien
Tú cargas tu propio misterio
Lo malo y lo bueno, lo incorrecto y lo correcto

Y en mi cabeza tan llena de ideas
Siempre avergonzada, cuestionando mi fe
Aprendí que lo imposible también sucede
Y que la vida ya es buena siendo aquello que no es

Contarán mi historia en una mesa de bar
Soñador y solitario, no voy a negar
Que la vida es muy buena y la suerte es mi abrigo
Soy poeta y soy loco, soy amigo y enemigo
Tú dices que el sentimiento es cosa de amateurs
Yo vivo y creo en otros valores

No busques tu respuesta
En la pregunta de otro alguien
Tú cargas tu propio misterio
Lo malo y lo bueno, lo incorrecto y lo correcto

Escrita por: Marcelo Marcelino