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Feld und Licht

Marcelo Oliveira

"Campo e Luz"

Mergulha hóstia de luz
No sangue do campo santo,
Estende lua teu manto
No orvalho da plenitude,
Onde a reza nasce rude
Ajoelhada em campo e luz,
E eu benzo o sinal da cruz
Com água benta de açude

Não há templo igual a este
Pro batismo dos pampeanos,
Prece oculta dos minuanos
Convergência dos ateus,
Simplicidade dos meus,
Na procissão das estâncias
Terrunha alma em constância
Aqui mais perto de Deus...

Tenho o terço das estrelas
E a matriz do galpão grande,
Deixo que o destino mande
Nos sonhos que campereio,
Em cada campo que leio
Encontro a bíblia da calma
E ascendo a vela da alma
No castiçal dos arreios

Um dia hei de saber
O motivo da saudade,
De um tempo em que a liberdade
Na catedral das manhãs
Tinha um sino de um tajã
Acordando a tolderia,
E um rosário de poesia
Sob os olhos de tupã

Feld und Licht

Tauche Hostie aus Licht
In das Blut des heiligen Feldes,
Breite, Mond, deinen Mantel
Im Tau der Fülle aus,
Wo das Gebet rauh geboren wird
Kniefällig in Feld und Licht,
Und ich segne das Zeichen des Kreuzes
Mit geweihtem Wasser aus dem Teich.

Es gibt keinen Tempel wie diesen
Für die Taufe der Pampasbewohner,
Verborgene Gebete der Minuanos
Konvergenz der Atheisten,
Einfachheit meiner Leute,
In der Prozession der Estancias
Erde und Seele in Beständigkeit
Hier näher bei Gott...

Ich habe die Perlen der Sterne
Und die Matriz des großen Schuppens,
Lass das Schicksal entscheiden
Über die Träume, die ich hege,
In jedem Feld, das ich lese
Finde ich die Bibel der Ruhe
Und zünde die Kerze der Seele an
Im Leuchter der Geschirre.

Eines Tages werde ich wissen
Den Grund der Sehnsucht,
Von einer Zeit, in der die Freiheit
In der Kathedrale der Morgen
Eine Glocke eines Tajã hatte
Die das Lager weckte,
Und ein Rosenkranz aus Poesie
Unter den Augen von Tupã.

Escrita por: Cristian Camargo / Lisandro Amaral