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Pájaro cautivo

Márcio Greyck

Pássaro Cativo

Com as asas leves e presas
Em duras gaiolas pequenas
Frágeis pássaros cativos
Como me causam penas

Seus vôos tão invejados
Pelo homem cibernético
Que tenta em vão imitá-los
Num voo tenso e hermético

O homem quer ser mais homem
Ceifando o menor entrave
Mas não permite que o pássaro
Seja somente ave
O homem grita lá fora
Clamando por liberdade
Sutil sem ver que aprisiona
Você no céu da cidade

Seus pulos na grade estreita
Seus vôos atrofiados
Seu canto benevolente
Seus olhos que são furados

Seu olhar de incompreensão
Seu ninho artificial
Sua prisão injusta
Ser gente como me assusta
Por que cantar na gaiola?
Pássaro do belo trinado
Se desse urros medonhos
Ninguém o traria trancado

Pájaro cautivo

Con alas ligeras y atrapadas
En duras jaulas pequeñas
Frágiles pájaros cautivos
Cómo me causan penas

Sus vuelos tan envidiados
Por el hombre cibernético
Que intenta en vano imitarlos
En un vuelo tenso y hermético

El hombre quiere ser más hombre
Cortando el menor obstáculo
Pero no permite que el pájaro
Sea solamente ave
El hombre grita afuera
Clamando por libertad
Sutil sin ver que aprisiona
Tú en el cielo de la ciudad

Tus saltos en la estrecha reja
Tus vuelos atrofiados
Tu canto benévolo
Tus ojos que están perforados

Tu mirada de incomprensión
Tu nido artificial
Tu prisión injusta
Ser gente como me asusta
¿Por qué cantar en la jaula?
Pájaro del bello trino
Si diera aullidos espantosos
Nadie lo traería encerrado

Escrita por: Márcio Greyck / Suraya Maia