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Adiós papá, adiós mamá (Salida)

Marco Brasil

Adeus Papai, Adeus Mamãe (Partida)

Adeus papai, adeus mamãe
Eu sou o filho que volta, a bater na mesma porta
Que há muito tempo eu fechei
Quando fui embora chorando e aqui soluçando
Papai e mamãe eu deixei

Hoje, vejo a gaiola vazia do canário que um dia
Eu mesmo mandei soltar
Talvez o pobre passarinho, voltou ao seu velho ninho
Como eu voltei ao meu lar

Vejo o meu cão policial latindo ali no quintal
Nem me reconheceu
Vem lobo, vem ver o seu dono que te deixou no abandono
Sem ao menos dizer-lhe adeus

Já vai alta a madrugada, vejo a janela fechada
Do quarto de meus velhinhos
Talvez mãezinha chora, sem nunca pensar que agora
O seu filho está tão pertinho!

Talvez pensam que eu morri, porque nunca lhes escrevi
Desde a minha despedida
Eles devem estar velhinhos, já na curva do caminho
Que conduz ao fim da vida

Abra a porta papai!
O seu filho está de volta prá pedir sua benção
Sei que sua voz não sai, cortada pela emoção
Não precisa dizer nada, deixe as lágrimas derramadas
Banharem meu peito de dor

Eu que vivi sem carinho, 20 anos papaizinho
Quero agora o seu calor!

Papai, cadê minha mãezinha?
Meu pensamento adivinha, olhando nos olhos seus
Meu filho, chorando quero te dizer
Sua mãe não pode viver, foi se embora morar com Deus
Qual uma flor entre espinhos, no abandono murchou

Papai como você está velhinho
Seus cabelos estão branquinhos
Foram as tardes sem fim

Vejo na parede a fotografia da mãezinha que um dia
Eu deixei chorar
Parece que ela me diz
Filho como estou feliz, de ver você regressar

Parti pra fazer riqueza, pra tirar-me da pobreza
Ao meu pai e minha mãezinha
Mas compreendi tarde demais
Que eram os meus velhos pais, a maior riqueza que eu tinha

Adiós papá, adiós mamá (Salida)

Adiós, papá. Adiós, mami
Soy el hijo que vuelve, llamando a la misma puerta
Que hace mucho tiempo cerré
Cuando me fui llorando y aquí sollozando
Papá y mamá me fui

Hoy, veo la jaula vacía de canarios ese día
Te dije que me solaras
Tal vez el pobre pajarito ha vuelto a su viejo nido
Cómo regresé a mi casa

Veo a mi perro policía ladrando en el patio trasero
Ni siquiera me reconociste
Ven lobo, ven a ver a tu amo que te dejó en el abandono
Sin siquiera decir adiós

Está alto al amanecer, veo la ventana cerrada
Del baño de mis viejos hombres
Tal vez mamá llora, nunca pensando eso ahora
¡Tu hijo está tan cerca!

Tal vez piensen que he muerto porque nunca les escribí
Desde mi despedida
Deben ser viejos, a la vuelta del camino
Que lleva al final de la vida

¡Abre la puerta, papá!
Su hijo ha vuelto para pedir su bendición
Sé que tu voz no sale, cortada por la emoción
No tienes que decir nada, deja que las lágrimas derramen
Báñame el pecho de dolor

He vivido sin afecto, 20 años, papá
¡Quiero tu calor ahora!

Papá, ¿dónde está mi mamá?
Mi pensamiento conjetura, mirándote a los ojos
Hijo mío, llorando, quiero decirte
Tu madre no puede vivir, se ha ido a vivir con Dios
Lo que una flor entre las espinas, en abandono marchita

Papá, ¿cuántos años tienes?
Tu cabello es blanca
fueron las interminables tardes

Veo en la pared la imagen de mamá que un día
Te dejé llorar
Parece que me dijo
Hijo, qué feliz estoy de verte regresar

Me fui para hacer riqueza, para sacarme de la pobreza
A mi padre y a mi mamá
Pero lo entendí demasiado tarde
Que eran mis viejos padres, la mayor riqueza que tenía

Escrita por: Barrinha