Colcha de Retalhos
Desfiz o emaranhado
Juntei os cacos do meu coração
Refiz uma "colcha de retalhos"
Com atalhos, pra fugir da ilusão
Parei de me questionar, calei
Mudei até de opinião
Ousei pra poder me encontrar, tardei
Mas não devo a ninguém satisfação
Rasguei, picotei, espatifei,
Roguei praga pro vento levar
Se tem uma coisa que hoje sei
A fé não costuma faiar
Em "rabo de arraia" não me meto
No gueto "aprendi a me virar"
Fiz da minha sorte amuleto
"Tá pra nascer" alguém pra me engana
Colcha de Retalhos
Desarmé el enredo
Reuní los pedazos de mi corazón
Reconstruí una 'colcha de retazos'
Con atajos, para escapar de la ilusión
Dejé de cuestionarme, callé
Cambié incluso de opinión
Me atreví para poder encontrarme, tardé
Pero no debo explicaciones a nadie
Rasgué, corté, destrocé
Maldije para que el viento se lo lleve
Si hay algo que sé hoy
Es que la fe no suele fallar
En 'rabo de raya' no me meto
En el barrio 'aprendí a arreglármelas'
Hice de mi suerte un amuleto
'Está por nacer' alguien que me engañe
Escrita por: Andre Da Mata / Tadeu Mota