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A orillas de Babilonia

Marco Telles

Às margens da Babilônia

Junto às margens da babilônia
Nos assentávamos e chorávamos, traspassados e feridos

Quem é que não pode ver nossos velhos desonrados, tão cansados, apagados da memória
Lindas moças, nossas mães, todas elas tosquiadas, ansiosas?

Quem protegerá?
O amanhã de quem será?
Nossos pequeninos choram: Não há pão, nenhum sorriso que alimente sua pobre infância

Junto às margens da babilônia
Nos assentávamos e chorávamos
Não há canto de alegria

Nós nascemos forasteiros, nós vivemos sempre escravos e é certo: Morreremos estrangeiros!

A menos que seja verdade: O socorro tão falado pelos velhos
O promessa tão sonhada entre as moças
A história que preenche de esperança nossos filhos

Junto às margens da babilônia
Nos assentávamos e chorávamos
Quem pecou levado foi ao cativeiro pra chorar
Pra morrer
A menos que

A orillas de Babilonia

Junto a las orillas de Babilonia
Nos sentábamos y llorábamos, traspasados y heridos

¿Quién no puede ver a nuestros ancianos deshonrados, tan cansados, borrados de la memoria?
Hermosas jóvenes, nuestras madres, todas ellas rapadas, ansiosas

¿Quién los protegerá?
¿El mañana de quién será?
Nuestros pequeñitos lloran: No hay pan, ninguna sonrisa que alimente su pobre infancia

Junto a las orillas de Babilonia
Nos sentábamos y llorábamos
No hay cántico de alegría

Nacimos como extranjeros, vivimos siempre como esclavos y es seguro: ¡Moriremos como extranjeros!

A menos que sea verdad: El socorro tan mencionado por los ancianos
La promesa tan soñada entre las jóvenes
La historia que llena de esperanza a nuestros hijos

Junto a las orillas de Babilonia
Nos sentábamos y llorábamos
Quien pecó fue llevado al cautiverio para llorar
Para morir
A menos que

Escrita por: Marco Telles