Voltando Ao Passado
A um mês e pouco, voltei ao passado
Fui rever a terra onde nasci
Eu não esperava encontrar surpresa
Que a mãe natureza guardou para mim
Ali no corguinho onde a gente brincava
Naquele feliz tempo de criança
Apesar dos anos terem se passado
Era igualzinho, na minha lembrança
E quando eu vi ali na minha frente
Aquela água pura e tão cristalina
Lavei meu rosto, matei minha sede
E ali contemplei essa obra divina
Vi uma pedrinha no fundo do poço
Tava do jeitinho que eu conheci
Quando refleti o meu rosto na água
Percebi o quanto envelheci
Eu já não vi mais os morros da ponteira
Que meu avô fez ali na chegada
Também não vi nem o esteio da casa
O que o homem fez não sobrou quase nada
Mas o que foi feito pelas mãos divinas
O tempo jamais conseguiu destruir
Então coloquei meu joelho por terra
Meu Deus, obrigado por voltar aqui
Regresando al Pasado
Hace un mes y poco, regresé al pasado
Fui a ver la tierra donde nací
No esperaba encontrar sorpresa
Que la madre naturaleza guardó para mí
Allí en el arroyito donde jugábamos
En aquel feliz tiempo de niñez
A pesar de los años que han pasado
Era igualito, en mi recuerdo
Y cuando vi allí frente a mí
Esa agua pura y tan cristalina
Lavé mi rostro, aplaqué mi sed
Y allí contemplé esa obra divina
Vi una piedrecita en el fondo del pozo
Estaba igualita como la conocí
Cuando reflejé mi rostro en el agua
Me di cuenta de cuánto envejecí
Ya no vi los cerros de la punta
Que mi abuelo hizo en la entrada
Tampoco vi ni el poste de la casa
Lo que el hombre hizo no quedó casi nada
Pero lo hecho por las manos divinas
El tiempo jamás logró destruir
Así que puse mi rodilla en la tierra
Dios mío, gracias por volver aquí
Escrita por: Joao marcos debossan de souza / carlos eduardo debossan de souza