Dia De Santo
Agora que entendi que aqui fora
Este mundo é uma droga
Garoto! Tá foda!
Por favor, me deixe entrar
Eu sei que ao olhar atrás da porta
Vai ver mais um idiota
Um ensaio de adulto
Que se acha rockstar
Não sei se é segunda ou se janeiro
Se metade ou se inteiro
Se tô duro ou com dinheiro
Se artista ou militar
Agora estou de joelhos
Eu não sei porque receio
Pois eu sou um cancioneiro
Com uma canção pra depois do jantar
Eu soube que subiu o gás
Que as escolas fecham portas
Que bandido usa gravata
Por favor me deixe te explicar!
Parece que o tempo voa
O vento leva para as costas
O relógio bate as botas
E o calendário retornou pra lá!
Hoje é dia de santo
Santos, todos, nos proteja
Pois querem minha cabeça
E daqueles que querem falar
Eu sou latino americano
Não tenho um tostão no banco
Não sei onde tô morando
E por isso vim pedir prta você me abrigar
Um vagabundo, vadio
Eu sou vergonha no Brasil
Não tenho inveja dos limpinhos
Que com os impostos que você pagou
Eles são chamados de senhor
Sua gravata paga o meu salário
E eu só queria entrar no seu armario
Por favor, abre a porta!
Iiiiih! Pega o doido!
Día De Santo
Ahora que entendí que aquí afuera
Este mundo es una porquería
¡Chico! ¡Está difícil!
Por favor, déjame entrar
Sé que al mirar detrás de la puerta
Vas a ver otro idiota más
Un intento de adulto
Que se cree estrella de rock
No sé si es lunes o enero
Si a medias o completo
Si estoy quebrado o con dinero
Si artista o militar
Ahora estoy de rodillas
No sé por qué temo
Pues soy un trovador
Con una canción para después de la cena
Me enteré que subió el gas
Que las escuelas cierran puertas
Que el bandido usa corbata
¡Por favor, déjame explicarte!
Parece que el tiempo vuela
El viento se lleva hacia atrás
El reloj se rinde
¡Y el calendario regresó allá!
Hoy es día de santo
Santos, todos, protéjanos
Pues quieren mi cabeza
Y la de aquellos que quieren hablar
Soy latinoamericano
No tengo un centavo en el banco
No sé dónde estoy viviendo
Y por eso vengo a pedirte que me acojas
Un vagabundo, holgazán
Soy vergüenza en Brasil
No envidio a los pulcros
Que con los impuestos que pagaste
Son llamados señores
Tu corbata paga mi salario
Y solo quería entrar en tu armario
¡Por favor, abre la puerta!
¡Uy! ¡Agarra al loco!