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Día De Santo

Marcos Pagu

Dia De Santo

Agora que entendi que aqui fora
Este mundo é uma droga
Garoto! Tá foda!
Por favor, me deixe entrar

Eu sei que ao olhar atrás da porta
Vai ver mais um idiota
Um ensaio de adulto
Que se acha rockstar

Não sei se é segunda ou se janeiro
Se metade ou se inteiro
Se tô duro ou com dinheiro
Se artista ou militar

Agora estou de joelhos
Eu não sei porque receio
Pois eu sou um cancioneiro
Com uma canção pra depois do jantar

Eu soube que subiu o gás
Que as escolas fecham portas
Que bandido usa gravata
Por favor me deixe te explicar!

Parece que o tempo voa
O vento leva para as costas
O relógio bate as botas
E o calendário retornou pra lá!

Hoje é dia de santo
Santos, todos, nos proteja
Pois querem minha cabeça
E daqueles que querem falar

Eu sou latino americano
Não tenho um tostão no banco
Não sei onde tô morando
E por isso vim pedir prta você me abrigar

Um vagabundo, vadio
Eu sou vergonha no Brasil
Não tenho inveja dos limpinhos
Que com os impostos que você pagou
Eles são chamados de senhor

Sua gravata paga o meu salário
E eu só queria entrar no seu armario
Por favor, abre a porta!

Iiiiih! Pega o doido!

Día De Santo

Ahora que entendí que aquí afuera
Este mundo es una porquería
¡Chico! ¡Está difícil!
Por favor, déjame entrar

Sé que al mirar detrás de la puerta
Vas a ver otro idiota más
Un intento de adulto
Que se cree estrella de rock

No sé si es lunes o enero
Si a medias o completo
Si estoy quebrado o con dinero
Si artista o militar

Ahora estoy de rodillas
No sé por qué temo
Pues soy un trovador
Con una canción para después de la cena

Me enteré que subió el gas
Que las escuelas cierran puertas
Que el bandido usa corbata
¡Por favor, déjame explicarte!

Parece que el tiempo vuela
El viento se lleva hacia atrás
El reloj se rinde
¡Y el calendario regresó allá!

Hoy es día de santo
Santos, todos, protéjanos
Pues quieren mi cabeza
Y la de aquellos que quieren hablar

Soy latinoamericano
No tengo un centavo en el banco
No sé dónde estoy viviendo
Y por eso vengo a pedirte que me acojas

Un vagabundo, holgazán
Soy vergüenza en Brasil
No envidio a los pulcros
Que con los impuestos que pagaste
Son llamados señores

Tu corbata paga mi salario
Y solo quería entrar en tu armario
¡Por favor, abre la puerta!

¡Uy! ¡Agarra al loco!

Escrita por: Marcos Pagu