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Jesus Crespo (part. Zé do Jazz)

Marezia-99

Jesus Crespo (part. Zé do Jazz)

Canto assim desafinado
Sou passarinho
Platão, o planeta é uma caverna
Caramba, 21 e eu não montei uma banca
Se manca, sou equilibrista
Brinquei até com nazistas
Merda! Não podem me atingir
É como se eu tivesse cavado a tumba dos poetas mortos
Não chamem um legista
É que fugi do colégio
Soltando onça no zoológico
Sou um animal, pediram zoofilia
A rima é filha
A marinha vai se ver com a cólera
Mate-me, só não pode me por coleira
Adapte-se
Capte
Camaleão
Franzino leão
Poetizo as batidas do coração
Pede um love song
Eu não faço
Pensa em destruição
Me liga e se liga
Sou resignação
Foram muitos resíduos
Chutei vaidade e depressão
Rimas são variedades de vivência
A gente fuma, bebe e pensa
A gente rima, cansa e morre todo dia
Sou artista de família pobre
Não posso pagar a vista tia
Metade de quente é frio
Nunca veremos nosso inteiro
Poeta marginal do interior
Interior, poeta marginal do interior
Interior inteiro

Madrugada, underground sujo
Bruxo nessas linhas tortas que eu sempre me puxo
Lixo vida luxo
É só rima foda, o tempo tá em uso
Faço da vivência a obra
Arte com as obras
Até meio confuso
O gênio é aquele mano que tá fudendo com a lógica
Mais veloz que um vulto
Vai ser tipo um susto
Acordar e saber que a nossa banca é a mais foda
(Nós que tá) fazendo essas linhas valer mais que qualquer grana
Tudo bem meu mano, eu quero grana
Mas que seja consequência de cada linha profana
O instinto não se engana
Latino americano
Eu ouço a voz do mano que faz arte e vem do gueto
O suficiente pra saber que ele não se ilude
Tipo Ernany, sei que faço um rap de respeito
E pra todo efeito somos gueto com atitude
Sabiá que canta sempre soube
Que a alma sempre sobe
E que não importa os outros
Nós que dobra e se descobre
Cada lembrança é um sopro
E que meu canto é sempre sobre
Quem foi concreto e hoje se dissolve

Jesus Crespo (part. Zé do Jazz)

Canto desafinado así
Soy un pajarito
Platón, el planeta es una cueva
Caray, 21 y no he armado un grupo
Despierta, soy equilibrista
Jugué incluso con nazis
¡Mierda! No pueden alcanzarme
Es como si hubiera cavado la tumba de los poetas muertos
No llamen a un forense
Es que escapé de la escuela
Liberando la fiera en el zoológico
Soy un animal, pidieron zoofilia
La rima es hija
La marina se enfrentará a la cólera
Mátame, solo no me pongas un collar
Adáptate
Capta
Camaleón
León esmirriado
Poesía a los latidos del corazón
Pide una canción de amor
Yo no la hago
Piensa en destrucción
Llámame y pon atención
Soy resignación
Fueron muchos desechos
Chuté la vanidad y la depresión
Las rimas son variedades de experiencias
Fumamos, bebemos y pensamos
Rimamos, nos cansamos y morimos cada día
Soy un artista de familia pobre
No puedo pagar al contado, tía
La mitad de lo caliente es frío
Nunca veremos nuestro todo
Poeta marginal del interior
Interior, poeta marginal del interior
Interior completo

Madrugada, underground sucio
Mago en estas líneas torcidas que siempre me atraen
Basura vida lujo
Solo rimas geniales, el tiempo está en uso
Hago de la experiencia la obra
Arte con las obras
Hasta un poco confuso
El genio es aquel tipo que está jodiendo con la lógica
Más rápido que un destello
Será como un susto
Despertar y saber que nuestro grupo es el mejor
(Nosotros que estamos) haciendo que estas líneas valgan más que cualquier dinero
Todo bien, hermano, quiero dinero
Pero que sea consecuencia de cada rima profana
El instinto no se equivoca
Latinoamericano
Escucho la voz del tipo que hace arte y viene del gueto
Suficiente para saber que no se ilusiona
Como Ernany, sé que hago un rap respetable
Y para todo efecto somos gueto con actitud
El sabiá que canta siempre supo
Que el alma siempre asciende
Y que no importan los demás
Nosotros que nos doblamos y nos descubrimos
Cada recuerdo es un soplo
Y que mi canto siempre trata
De quien fue concreto y hoy se disuelve

Escrita por: Marezia 99 e Zé do Jazz