395px

Aguas Pasadas / Nube de Lágrimas / Todavía Ayer Lloré de Nostalgia

Maria Cecília e Rodolfo

Águas Passadas / Nuvem de Lágrimas / Ainda Ontem Chorei De Saudade

Eu sempre disse a mim mesma
Que águas passadas não movem moinhos
Mas a saudade é um rio
Que vive passando pelo meu caminho
Quanto mais digo que odeio
Mais eu te rodeio com meu pensamento
Não adianta tentar te lembrar de outro jeito
Se o meu coração ama até seus defeitos

Não quer que eu esqueça jamais de você
E assim eu vou brigando
Com meu próprio ego
Quanto mais eu nego mais você me tem
Tento imaginar meu corpo em outros abraços
Mas em seu lugar eu não vejo ninguém
E me pego aqui sozinha
Relembrando coisas que eram de nós dois
Choro quando a saudade dói em mim depois

Meu amor,
Sinto a sua falta a cada momento
Meu amor,
Você não me sai aqui do pensamento
Meu amor,
Volta inesperado quando chega o vento

Há uma nuvem de lágrimas
Sobre meus olhos
Dizendo pra mim
Que você foi embora
E que não demora
Meu pranto rolar

Eu tenho feito de tudo
Pra me convencer
E provar que a vida
É melhor sem você
Mas meu coração
Não se deixa enganar
Vivo inventando paixões
Pra fugir da saudade
Mas depois da cama
A realidade
Essa tua ausência
Doendo demais

Dá um vazio no peito
Uma coisa ruim
O meu corpo querendo
Seu corpo em mim
Vou sobrevivendo
Num mundo sem paz
Jeito triste de ter você
Longe dos olhos
E dentro do meu coração
Me ensina a te esquecer
Ou venha logo
E me tire desta solidão

Você me pede na carta
Que eu desapareça
Que eu nunca mais te procure
Pra sempre te esqueça
Posso fazer sua vontade
Atender seu pedido
Mas esquecer é bobagem
É tempo perdido

Ainda ontem
Chorei de saudade
Relendo a carta
Sentindo o perfume
Mas que fazer
Com essa dor que me invade?
Mato esse amor
Ou me mata o ciúme
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!

O dia inteiro te odeio
Te busco, te caço
Mas em meu sonho de noite
Eu te beijo e te abraço
Porque os sonhos são meus
Ninguém rouba e nem tira
Melhor sonhar na verdade
Que amar na mentira

Ainda ontem
Chorei de saudade
Relendo a carta
Sentindo o perfume
Mas que fazer
Com essa dor que me invade?
Mato esse amor
Ou me mata o ciúme

Aguas Pasadas / Nube de Lágrimas / Todavía Ayer Lloré de Nostalgia

Siempre me dije a mí misma
Que las aguas pasadas no mueven molinos
Pero la nostalgia es un río
Que sigue pasando por mi camino
Mientras más digo que te odio
Más te rodeo con mis pensamientos
No sirve intentar recordarte de otra manera
Si mi corazón ama hasta tus defectos

No quieres que te olvide jamás
Y así sigo peleando
Con mi propio ego
Mientras más lo niego, más te tengo
Intento imaginar mi cuerpo en otros abrazos
Pero en tu lugar no veo a nadie
Y aquí me encuentro sola
Recordando cosas que eran de los dos
Lloro cuando la nostalgia me duele después

Mi amor,
Siento tu falta en cada momento
Mi amor,
No sales de mis pensamientos
Mi amor,
Vuelves inesperadamente cuando llega el viento

Hay una nube de lágrimas
Sobre mis ojos
Diciéndome
Que te has ido
Y que no tardará
Mi llanto en caer

He hecho de todo
Para convencerme
Y demostrar que la vida
Es mejor sin ti
Pero mi corazón
No se deja engañar
Vivo inventando pasiones
Para huir de la nostalgia
Pero después de la cama
La realidad
Esta ausencia tuya
Duelo demasiado

Hay un vacío en el pecho
Algo malo
Mi cuerpo deseando
Tu cuerpo en mí
Sigo adelante
En un mundo sin paz
Triste forma de tenerte
Lejos de mis ojos
Y dentro de mi corazón
Enséñame a olvidarte
O ven pronto
Y sácame de esta soledad

Me pides en la carta
Que desaparezca
Que nunca más te busque
Y te olvide para siempre
Puedo hacer tu voluntad
Cumplir tu pedido
Pero olvidar es absurdo
Es tiempo perdido

Todavía ayer
Lloré de nostalgia
Releyendo la carta
Sintiendo el perfume
Pero qué hacer
Con este dolor que me invade?
Matar este amor
O que el celo me mate
¡Ah! ¡Ah! ¡Ah! ¡Ah! ¡Ah!
¡Ah! ¡Ah! ¡Ah! ¡Ah! ¡Ah!

Todo el día te odio
Te busco, te persigo
Pero en mis sueños de noche
Te beso y te abrazo
Porque los sueños son míos
Nadie los roba ni quita
Mejor soñar en la verdad
Que amar en la mentira

Todavía ayer
Lloré de nostalgia
Releyendo la carta
Sintiendo el perfume
Pero qué hacer
Con este dolor que me invade?
Matar este amor
O que el celo me mate

Escrita por: Paulo Debétio / Paulinho Rezende / Moacyr Franco