395px

Danza del Martillo

Maria Lucia Godoy

Dança do Martelo

Irerê meu passarinho do sertão do cariri,

Irerê meu companheiro,

Cadê viola ? cadê meu bem ? cadê maria ?

Ai triste sorte do violeiro cantadô !

Ah ! sem a viola em que cantava o seu amô,

Ah ! seu assobio é tua flauta de irerê:

Que tua flauta do sertão quando assobia,

Ah ! a gente sofre sem querê !

Ah ! teu canto chega lá no fundo do sertão,

Ah ! como uma brisa amolecendo o coração,

Ah ! ah ! irerê, solta o teu canto !

Canta mais ! canta mais ! prá alembrá o cariri !

Canta cambaxirra !

Canta juriti ! canta irerê !

Canta, canta sofrê

Patativa ! bem-te-vi !

Maria acorda que é dia

Cantem todos vocês

Passarinhos do sertão !

Bem-te-vi ! eh ! sabiá !

La ! liá ! liá ! liá ! liá ! liá !

Eh ! sabiá da mata cantadô !

Liá ! liá ! liá ! liá ! lá ! liá ! liá ! liá ! liá ! liá !

Eh ! sabiá da mata sofredô !

O vosso canto vem do fundo do sertão

Como uma brisa amolecendo o coração

Irerê meu passarinho do sertão do cariri,

Irerê meu companheiro,

Cadê viola ? cadê meu bem ? cadê maria ?

Ai triste sorte do violeiro cantadô !

Ah ! sem a viola em que cantava o seu amô,

Ah ! seu assobio é tua flauta de irerê:

Que tua flauta do sertão quando assobia,

Ah ! a gente sofre sem querê !

Ah ! teu canto chega lá no fundo do sertão,

Ah ! como uma brisa amolecendo o coração,

Ah ! ah ! irerê, solta o teu canto !

Canta mais ! canta mais ! prá alembrá o cariri !

Danza del Martillo

Irerê, mi pajarito del sertão de Cariri,
Irerê, mi compañero,
¿Dónde está la viola? ¿Dónde está mi amor? ¿Dónde está María?
¡Ay triste suerte del violeiro cantor!
¡Ah! sin la viola en la que cantaba su amor,
¡Ah! tu silbido es tu flauta de irerê:
Que tu flauta del sertão cuando silba,
¡Ah! la gente sufre sin querer!
¡Ah! tu canto llega hasta el fondo del sertão,
¡Ah! como una brisa ablandando el corazón,
¡Ah! ¡ah! irerê, suelta tu canto!
¡Canta más! ¡canta más! para recordar el Cariri!
¡Canta cambaxirra!
¡Canta juriti! ¡canta irerê!
Canta, canta sufrir
Patativa! ¡bien-te-vi!
María despierta que es día
¡Canten todos ustedes
¡Pajaritos del sertão!
¡Bien-te-vi! ¡eh! ¡sabiá!
¡La! liá! liá! liá! liá! liá!
¡Eh! ¡sabiá del bosque cantor!
¡Liá! liá! liá! liá! lá! liá! liá! liá! liá! liá!
¡Eh! ¡sabiá del bosque sufridor!
Su canto viene desde el fondo del sertão
Como una brisa ablandando el corazón
Irerê, mi pajarito del sertão de Cariri,
Irerê, mi compañero,
¿Dónde está la viola? ¿Dónde está mi amor? ¿Dónde está María?
¡Ay triste suerte del violeiro cantor!
¡Ah! sin la viola en la que cantaba su amor,
¡Ah! tu silbido es tu flauta de irerê:
Que tu flauta del sertão cuando silba,
¡Ah! la gente sufre sin querer!
¡Ah! tu canto llega hasta el fondo del sertão,
¡Ah! como una brisa ablandando el corazón,
¡Ah! ¡ah! irerê, suelta tu canto!
¡Canta más! ¡canta más! para recordar el Cariri!

Escrita por: Heitor Villa-Lobos / Manuel Bandeira