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Acalmaré

Mariana Aguiar

Acalmarei

Às vezes eu sinto que sou tão pequeno
Que não alcançaria o mais baixo lugar
E que toda a minha vida está pautada apenas
Em sobrevivência sem rumo pra chegar

E ás vezes eu sinto que o mundo inteiro
Quando fecho os olhos se voltar contra mim
E que no mundo não existe apenas um
Que possa entender o que se passa aqui
Sinto que acordar se tornou automático
Como me olhar no espelho e não ver nada de bom
E eu mesma grito bem no fundo de mim
Você não vale nem o sofrimento que te trouxe aqui
Tudo que eu faço no fim dá errado
Tudo que começo não consigo terminar
E o vento me amedronta do que está por vir
Do fundo da minha alma eu não suportarei
Mais uma tempestade

Às vezes eu vejo você reclamar
Sobre sua força e de onde está
Como se sua vida não tivesse um rumo
Sem enxergar o que preparado já está
Às vezes eu vejo sua mente se voltar
Contra você mesmo e te derrubar
Pensando no pior e se privando de mim
De me entregar seu fardo e só me seguir

O seu levantar é pelo meu mandar
Quando se olhar no espelho use o meu olhar
Verá minha criação que com todo meu amor
Sonhei, criei e amei
Com sangue e com dor

Tudo que fizeres tomo direção
Meu filho amado entrega em minhas mãos
Tudo que tocares frutificarei
Tu és árvore minha e os frutos colherei
Firma-te na rocha e na raiz que sou
Te levarei tão alto onde ninguém sonhou
O vento anuncia a tempestade que vem
Mas eu te anuncio, filho
Sou eu que acalmarei

Eu acalmarei
Eu acalmarei
Eu acalmarei
Eu acalmarei

Eu acalmarei

O vento anuncia a tempestade que vem
Mas eu te anuncio, filho
Sou eu que acalmarei
Sou eu que acalmarei

Acalmaré

A veces siento que soy tan pequeño
Que no alcanzaría el lugar más bajo
Y que toda mi vida está marcada solo
En sobrevivencia sin rumbo para llegar

Y a veces siento que el mundo entero
Cuando cierro los ojos se vuelve contra mí
Y que en el mundo no hay solo uno
Que pueda entender lo que sucede aquí
Siento que despertar se ha vuelto automático
Como mirarme en el espejo y no ver nada bueno
Y yo misma grito en lo más profundo de mí
Tú no vales ni el sufrimiento que te trajo hasta aquí
Todo lo que hago al final sale mal
Todo lo que empiezo no logro terminar
Y el viento me amedrenta de lo que está por venir
Desde el fondo de mi alma no soportaré
Otra tormenta

A veces te veo quejarte
Sobre tu fuerza y de dónde estás
Como si tu vida no tuviera un rumbo
Sin ver lo que ya está preparado
A veces veo tu mente volverse
Contra ti mismo y derribarte
Pensando en lo peor y privándote de mí
De entregarme tu carga y solo seguirme

Tu levantarte es por mi mandato
Cuando te mires en el espejo usa mi mirada
Verás mi creación que con todo mi amor
Soñé, creé y amé
Con sangre y con dolor

Todo lo que hagas toma dirección
Mi amado hijo, entrégalo en mis manos
Todo lo que toques fructificaré
Tú eres mi árbol y los frutos cosecharé
Afírmate en la roca y en la raíz que soy
Te llevaré tan alto donde nadie soñó
El viento anuncia la tormenta que viene
Pero yo te anuncio, hijo
Soy yo quien calmará

Yo calmaré
Yo calmaré
Yo calmaré
Yo calmaré

Yo calmaré

El viento anuncia la tormenta que viene
Pero yo te anuncio, hijo
Soy yo quien calmará
Soy yo quien calmará

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