Iceberg
É uma solidão inconsolável
Como as rochas que destoa das outras
Como se usasse galochas
E do abismo doido de onde se ergue
Mostra quase nada
Com qualquer iceberg
Meu peito se orgulha dela
Que nem um castelo presa seu fantasma
Com seu vestido amarelo
Ela me assalta a noite disfarçada em asma
Então eu a embriago
Com o melhor da minha falsidade
E a envolvo em cinismo
Nas canções da mocidade
Me deixo assim obstinado com os rios
Correndo os dedos pelos cabelos sombrios
E não durmo e não como e não abro a porta
Nem atendo o telefone
Eu tenho muito medo
Que ela me abandone
Que ela também me abandone
E uma solidão inconsolável
Iceberg
Es una soledad inconsolable
Como las rocas que desentonan con las demás
Como si llevara botas de agua
Y desde el abismo loco de donde se alza
Muestra casi nada
Con cualquier iceberg
Mi pecho se enorgullece de ella
Que como un castillo atrapa su fantasma
Con su vestido amarillo
Ella me asalta por la noche disfrazada de asma
Entonces la embriago
Con lo mejor de mi falsedad
Y la envuelvo en cinismo
En las canciones de la juventud
Me dejo así obstinado con los ríos
Corriendo los dedos por los cabellos sombríos
Y no duermo y no como y no abro la puerta
Ni contesto el teléfono
Tengo mucho miedo
Que me abandone
Que también me abandone
Y una soledad inconsolable
Escrita por: Aldir Blac / Sueli Costa