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Ligera

Marina Peralta

Leve

Leve, que é pra dar tempo de respirar
Deve ter silêncio para escutar
Breve vida, se atreve a perdoar
Breve vida, se entregue ao luar

Levemente, para descansar
De repente vale dispensar
Aquele pensamento
Se atreve, se achar que deve
Faça greve
Não tolere nada sem consentimento

Olha como umedece
O meu coração seco
Olha, devolvendo vida
Se eu não me amar, esqueço

Tenho que lembrar, mereço
Tenho que lembrar, mereço

Emana, mama, mana, abre teu bojo
Deixa o Sol, que, entre os teus seios soltos, levita
Peito aberto para sentir
Faróis acesos para inclinar
Novas rotas, novas fórmulas de atravessar
Andar entre muitas águas, levitar

Espelha meus olhos molhados, te louvar
São lágrimas de um
Te beber, te banhar
Duas mãos cheias pra te revelar
Que teu amor por ti, só me faz bem
Só me faz te domar

Levemente, para descansar
De repente, vale dispensar
Aquele pensamento
Se atreve, se achar que deve
Faça greve

Ligera

Luz, que es darle tiempo para respirar
Debes tener silencio para escuchar
Vida corta, se atreve a perdonar
Vida corta, date a la luz de la luna

Ligeramente, para descansar
De repente vale la pena dispensar
Ese pensamiento
Te atreves, si crees que deberías
Huelga
No tolere nada sin consentimiento

Mira cómo se humedece
Mi corazón seco
Mira, devolverlo a la vida
Si no me amo a mí mismo, me olvido

Tengo que recordarlo, me lo merezco
Tengo que recordarlo, me lo merezco

Respira, mamá, hermana, abre la boca
Deja que el sol, que entre tus pechos suelten, levita
Pecho abierto para sentir
Faros encendidos para inclinar
Nuevas rutas, nuevas fórmulas para cruzar
Caminar entre muchas aguas, levitar

Mirar mis ojos húmedos, alabarte
Son lágrimas de un
Bebe, báñate
Dos manos llenas para revelarte
Que tu amor por ti sólo me hace bueno
Sólo me hace domarte

Ligeramente, para descansar
De repente, vale la pena dispensar
Ese pensamiento
Te atreves, si crees que deberías
Huelga

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