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Aún no

Mario Adnet

Ainda não

Não, não olhe já
Não se vá
Fique aqui
Neste lugar
Ainda há tempo
Prá se olhar
Sem chegar
Tão cedo lá

Olhe prá cá
Sem Pressa
Devagar
Deixe passar
Vamos ficar
Na vizinhança do prazer
Lá vamos esticar o tempo
Vamos parar o vento
Só nós dois
Não, não olhe ainda não

Não venha, retenha
Nessa atração sem fim
Cheiro de jasmim
Seu perfume
Nosso jardim

Não olhe já
Não se vá
Num crescendo devagar
Aos poucos vamos retomar
Mais uma vez

Nessa avidez
Logradouro da nossa nudez
Deixa eu falar no seu ouvido
É tão aflito
Vamos ficar nesse conflito
Desse atrito sem fim

Aún no

No, no mires aún
No te vayas
Quédate aquí
En este lugar
Todavía hay tiempo
Para mirarnos
Sin llegar
Tan pronto allá

Mira hacia acá
Sin prisa
Despacio
Deja pasar
Vamos a quedarnos
En la vecindad del placer
Allí vamos a estirar el tiempo
Vamos a detener el viento
Solo nosotros dos
No, no mires aún no

No vengas, retén
En esta atracción sin fin
Olor a jazmín
Tu perfume
Nuestro jardín

No mires aún
No te vayas
En un crecimiento lento
Poco a poco vamos a retomar
Una vez más

En esta avidez
Lugar de nuestra desnudez
Déjame hablar en tu oído
Es tan angustiante
Vamos a quedarnos en este conflicto
De este roce sin fin

Escrita por: Hélio Singres / Mario Adnet