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Milongas Tristes

Mário Barbará

Milongas Tristes

Milongas tristes campeiras
Parceiras do violão
Já cantei muitas vaneiras
Mas nunca deixei nelas meu coração

Cantando noites adentro
Essas milongas canções
Fugi do frio e do vento
Ouvindo lamentos de muitas paixões

Essas milongas me abraçam
Nas rodas de chimarrão
Aquecem sonhos que passam
Se perdem no fogo e na solidão

Ai como chora o pinho
Nessas milongas de dor
Milongas tristes e vinho
Pra cada saudade de um trovador

Milongas Tristes

Milongas tristes campesinas
Compañeras del guitarreo
He cantado muchas vaneiras
Pero nunca he dejado en ellas mi corazón

Cantando hasta altas horas de la noche
Estas milongas canciones
Escapando del frío y del viento
Escuchando lamentos de muchas pasiones

Estas milongas me abrazan
En las rondas de mate
Calientan sueños que se van
Se pierden en el fuego y en la soledad

Ay, cómo llora el pino
En estas milongas de dolor
Milongas tristes y vino
Para cada añoranza de un trovador

Escrita por: Mário Barbará Dornelles