Do Coração
A vida com toda sua aspereza
Eu tenho certeza, não foi capaz
De ensinar meu coração
A não sonhar
Nenhuma novela, nem mesmo o cinema
Com todas suas cenas puderam sonhar
Com o que meu coração
Se pôe a imaginar
Até os poemas feitos em noites pequenas,
não conseguem expressar
O que o meu coração
Insiste em arquitetar.
Como um louco Quixote meu coração
Enfrenta os moinhos da razão
Que teimam em se apresentar
Como terríveis gigantes
Que querem amedrontar meu coração
E dizem "pare de sonhar".
Mas sempre é inútil
Pois ele está distraído o suficiente
Para escutar.
Del Corazón
La vida con toda su rudeza
Estoy seguro, no fue capaz
De enseñarle a mi corazón
A no soñar
Ninguna telenovela, ni siquiera el cine
Con todas sus escenas pudieron soñar
Con lo que mi corazón
Se pone a imaginar
Hasta los poemas hechos en noches pequeñas,
no logran expresar
Lo que mi corazón
Insiste en idear.
Como un loco Quijote mi corazón
Enfrenta los molinos de la razón
Que insisten en aparecer
Como terribles gigantes
Que quieren asustar a mi corazón
Y dicen 'deja de soñar'.
Pero siempre es inútil
Porque él está suficientemente distraído
Para escuchar.
Escrita por: Mário Brandes