Lá
Lá onde eu nasci
Beira-de-mar
Brejal de flor
Cheiro de sal
Colônia de pescador
Lá passava um trem
Cortando o chão
Dos capinzais
pros Armazéns
Da Estação
Do Velho Cais
Onde eu cresci
Vendo as marés
Marujos mil
Com seus bonés
E um dia eu fui
Com roupa azul
Pra um convés
Fui nesse mundão
Vi tanto mar
De toda cor
Ouvi demais
Cantigas de pescador
Vi vagões de trem
Noutros sertões
Vidas iguais
E comecei a recordar
Meu velho cais
Onde eu cresci
Rei das marés
Quero largar
Chão do convés
Voltar e não tirar jamais
De lá meus pés
Allá
Allá donde nací
A orillas del mar
Llanura de flores
Olor a sal
Colonia de pescadores
Allá pasaba un tren
Cortando el suelo
De los pastizales
hacia los Almacenes
De la Estación
Del Viejo Muelle
Donde crecí
Viendo las mareas
Marineros mil
Con sus gorras
Y un día me fui
Con ropa azul
A una cubierta
Recorrí ese mundo
Vi tanto mar
De todos colores
Escuché demasiado
Cantos de pescadores
Vi vagones de tren
En otros parajes
Vidas iguales
Y empecé a recordar
Mi viejo muelle
Donde crecí
Rey de las mareas
Quiero dejar
El suelo de la cubierta
Volver y nunca más quitar
De allá mis pies