Alforria - Rapsódia de Quintilhas do Lundum
E tudo me foi negado
Desde a hora em que partiste
Deixaste um peito fechado
A corrente e cadeado
Para que ninguém o abrisse
Deixaste-me os dias tristes
As noites longas em vão
E não contente feriste
A ave que me resiste
No alto do coração
Se essa tua mão fechada
Não me obrigasse ao castigo
De ver a vida parada
Entregue a tudo e a nada
Em liberdade cativo
Entre a dor e a agonia
Vivo a minha condição
À espera que tu um dia
Numa espécie de alforria
Libertes meu coração
Alforria - Rapsodia de Quintillas del Lundum
Y todo me fue negado
Desde el momento en que te fuiste
Dejaste un pecho cerrado
Con cadena y candado
Para que nadie lo abriera
Me dejaste los días tristes
Las noches largas en vano
Y no contento heriste
Al ave que me resiste
En lo alto del corazón
Si esa mano cerrada tuya
No me obligara al castigo
De ver la vida detenida
Entregada a todo y a nada
En libertad cautivo
Entre el dolor y la agonía
Vivo mi condición
Esperando que algún día
En una especie de liberación
Liberes mi corazón
Escrita por: Alfredo Duarte Marceneiro / Joaquim Campos / Pedro Rodrígues / Rogerio Oliveira