Não Sei Meu Amor, Não Sei
Não sei meu amor, não sei
Se os poemas que cantei
Algum dia foram escritos
Ao cantar cada palavra
Parecia que a inventava
Na tragédia dos meus gritos
Cantei poetas ausentes
Cantei os versos das gentes
Dos bairros com tradição
Desde alfama à madragoa
A minha voz foi Lisboa
À procura de um pregão
As palavras dos poetas
Feitas de emoções secretas
Têm que ser reveladas
E só mesmo quem as sofre
É que pode abrir o cofre
Onde elas foram guardadas
Por isso é que eu te repito
Que gostava de as ter escrito
Mas sabendo que as cantei
A minha alma inquieta
Também se sente poeta
Não sei, meu amor, não sei!
No sé, mi amor, no sé
No sé, mi amor, no sé
Si los poemas que canté
Algún día fueron escritos
Al cantar cada palabra
Parecía que la inventaba
En la tragedia de mis gritos
Canté poetas ausentes
Canté los versos de la gente
De los barrios con tradición
Desde Alfama a Madragoa
Mi voz fue Lisboa
Buscando un pregón
Las palabras de los poetas
Hechas de emociones secretas
Deben ser reveladas
Y solo aquellos que las sufren
Pueden abrir el cofre
Donde fueron guardadas
Por eso te repito
Que me gustaría haberlas escrito
Pero sabiendo que las canté
Mi alma inquieta
También se siente poeta
No sé, mi amor, no sé!
Escrita por: Casimiro Ramos *fado três bairros* / Tiago Torres da Silva