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Favorita

Mário Pinheiro

Favorito

És morena, por isso és tão má
Tu és sirena, caminha pra lá
Não vês que eu tenho medo
De ti, teu calor!
De todo o teu ardor!
Tu és a estrela mais
Profunda deste amor

Mas, como existir assim
A desejar-te, oh flor
Neste ansiar sem fim?
Oh, como é dicaz a dor
Que mais incute o amor
E que nos torna creu?

És morena lá do céu!
És um tipo divinal!
É seu peito, um jardim
Em seu seio, um jardim
Sei quem te curou meu mal

Quando atiras teu solerte olhar
Quando suspiras, eu fico a cismar
Eu sei que és mui vaidosa
Quem pode te amar?
Causa do meu penar!

Quando atiras teu solerte olhar
Quando suspiras, eu fico a cismar
Eu sei que és mui vaidosa!
Quem pode te amar?
Tu és a estrela que
Me vens iluminar

Mas que venha que fazer
Que nos mata de amor
Que nos vem descrer!
Oh, como é gostosa a dor
Quando nos vem impor!
Quando nos vem coibir!
Tu me curvas num sorrir
Num sorrir me dás valor!
Oh, contato infernal
Como é pesada essa cruz!

Não me olhes, não quero te ver
Não me desfolhes
Tu queres moer!
Não vês, minh 'alma chora
De raiva e furor
Raiva de cor!

Não me olhes, não quero te ver
Não me desfolhes
Tu queres moer
Não vês, minh 'alma chora
De raiva e furor
Tu és a estrela
No céu do meu amor

Favorita

Eres morena, por eso eres tan mala
Eres sirena, camina hacia allá
¿No ves que tengo miedo
de ti, de tu calor?
¡De todo tu ardor!
Eres la estrella más
profunda de este amor

Pero, ¿cómo existir así
anhelándote, oh flor
en este anhelo sin fin?
Oh, qué dolor tan agudo
que más infunde el amor
¡Y que nos hace creer!

¡Eres morena allá del cielo!
¡Eres un tipo divino!
En tu pecho, un jardín
En tu seno, un jardín
Sé quién te curó mi mal

Cuando lanzas tu mirada astuta
Cuando suspiras, me quedo pensando
Sé que eres muy vanidosa
¿Quién puede amarte?
¡Causa de mi sufrir!

Cuando lanzas tu mirada astuta
Cuando suspiras, me quedo pensando
Sé que eres muy vanidosa
¡Quién puede amarte?
Eres la estrella que
viene a iluminarme

Pero qué hacer
que nos mata de amor
que nos hace dudar
¡Oh, qué deliciosa es la pena
cuando nos viene a imponer!
¡Cuando nos viene a cohibir!
Me doblas en una sonrisa
En una sonrisa me das valor
¡Oh, contacto infernal
Qué pesada es esta cruz!

No me mires, no quiero verte
No me deshojes
¡Quieres triturar!
¿No ves, mi alma llora
de rabia y furor?
¡Rabia de color!

No me mires, no quiero verte
No me deshojes
¡Quieres triturar!
¿No ves, mi alma llora
de rabia y furor?
Eres la estrella
En el cielo de mi amor

Escrita por: Catulo da Paixão Cearense / Ernesto Nazareth