Franqueza Rude
O teu olhar
Tem tanto fogo
E tanto ardor!
Que é bem capaz
De seduzir e de prender
Mais é o efeito!
De um capricho
E não de amor
Porque em teu peito
O amor não pode mais haver
Eu não me iludo, não!
Com teu olhar ardente
Porque teu coração
Pertence há muita gente
(Eu não me iludo)
Acostumada a seduzir
E a dominar!
Julgaste fácil
Dominar a mim, também!
Mas nunca ao teu
Querer eu
Hei de me curvar
Porque sou muito
Altivo e como
Eu sou ninguém
Mesmo que teu amor
Seja um amor sincero
Mil vezes quero a dor
Mas teu amor, não quero!
(Mesmo)
Não quero amor
De quem amando
Todo mundo!
Não sabe amar
Como um só
Que deve amar!
Embora, o meu penar
Seja um penar profundo
Não hei de amar-te
Nunca há, e nunca há te curvar
Franqueza Ruda
Tu mirada
Tiene tanto fuego
Y tanto ardor
Que es capaz
De seducir y atrapar
Pero es el efecto
De un capricho
Y no de amor
Porque en tu pecho
El amor ya no puede existir
¡No me ilusiono, no!
Con tu mirada ardiente
Porque tu corazón
Pertenece a mucha gente
(No me ilusiono)
Acostumbrada a seducir
Y dominar
¡Pensaste fácil
Dominarme a mí también!
Pero nunca a tu
Querer
Me doblegaré
Porque soy muy
Altivo y como
Soy nadie
Aunque tu amor
Sea un amor sincero
Mil veces prefiero el dolor
Pero tu amor, no lo quiero
(Aunque)
No quiero amor
De quien amando
A todo el mundo
No sabe amar
Como uno solo
Que debe amar
Aunque mi sufrir
Sea un sufrir profundo
No te amaré
Nunca, y nunca me doblegaré
Escrita por: Caramuru / João B. Poeta