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Si No Me Amas, ¡Oh Mujer!

Mário Pinheiro

Se Não Me Amas, Oh! Mulher

Se não me amas, oh mulher, para que me prendes?
O teu amor, o teu afeto é meu viver
Não escarneças, oh mulher, de quem te adora
Não sorrias, oh mulher, do meu sofrer

Tu és a causa voluntária de meus prantos
Tu és a causa voluntária desta dor
Hoje, zombando, tu repeles meus extremos
E vais pagando com ludíbrios este amor

Tu murchaste para sempre as minhas crenças
Eu já não posso mais gozar o que gozei
Sei que sou pobre e, olha, a um pobre não se ama
E fui um louco, oh sim mulher, porque te amei

Eu fecharei meu coração a teus rigores
A indiferença e ao desprezo eu vou te dar
Mas, juro, a ti, que espezinhaste os meus afetos
A ti, cruel, não amo, oh! Não, nem hei de amar

Si No Me Amas, ¡Oh Mujer!

Si no me amas, oh mujer, ¿por qué me retienes?
Tu amor, tu afecto es mi vida
No te burles, oh mujer, de quien te adora
No te rías, oh mujer, de mi sufrir

Eres la causa voluntaria de mis llantos
Eres la causa voluntaria de este dolor
Hoy, burlándote, rechazas mis extremos
Y pagas con burlas este amor

Has marchitado para siempre mis creencias
Ya no puedo disfrutar lo que disfruté
Sé que soy pobre y, mira, a un pobre no se le ama
Y fui un loco, oh sí mujer, por amarte

Cerraré mi corazón a tus rigores
La indiferencia y el desprecio te daré
Pero, juro, a ti, que pisoteaste mis afectos
A ti, cruel, no amo, ¡Oh! No, ni amaré

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