Queixa / Lata D'Água / Irene (medley)
A minha voz nasceu de um queixa que ouvi
De um certo alguém que não aprendeu a cantar
E transferiu seu sentimento pra mim
E a voz pequena vai longe, se faz escutar
Se era um Deus, eu não sei
Eu sei que ele soprou
Uma fogueira que anda
Queimando o meu corpo
E é com o diabo no corpo
Que eu vou por aí
Jogando a vida pro alto
Largando os braços pra cima
Rezando por quem não soube rezar
Sou porta-bandeira
Da escola de samba do amor
E levo fé que mais cedo
Ou mais tarde ela sai
E não vai parar
Igual aquela procissão
Que faltou gente
Pra carregar o andor
Eu jogo a vida pro alto
Eu largo os braços pra cima
Me deram voz e não fica bem eu calar
Me deram voz e não fica bem eu calar
A minha voz nasceu de um queixa que ouvi
De um certo alguém que não aprendeu a cantar
E transferiu seu sentimento pra mim
E a voz pequena vai longe, se faz escutar
Se era um Deus, eu não sei
Eu sei que ele soprou
Uma fogueira que anda
Queimando o meu corpo
E é com o diabo no corpo
Que eu vou por aí
Jogando a vida pro alto
Largando os braços pra cima
Rezando por quem não soube rezar
Sou porta-bandeira
Da escola de samba do amor
E levo fé que mais cedo
Ou mais tarde ela sai
E não vai parar
Igual aquela procissão
Que faltou gente
Pra carregar o andor
Eu jogo a vida pro alto
Eu largo os braços pra cima
Me deram voz e não fica bem eu calar
Me deram voz e não fica bem eu calar
Me deram voz e não fica bem eu
Macaca de auditório, eu não sei o que é isso
Sei o que é gente, isso eu sei lá no fundo
Sei o que é ser quase rezado
Só eu sei o que sinto quando o meu nome é berrado
Quando estou quando pra essa gente
Olha, eu não vou dizer o nome dele
Mas quando ele inventou essa coisa de macaca de auditório
Eu estava no vigésimo segundo andar da noite
Eu desci, foi uma coisa que mexeu comigo
Foi uma coisa que ofendia tudo que eu havia conquistado
Macacas
Eu não vejo diferença nenhuma naquela gente que gritava: Marlene, Emilinha
E ainda ontem gritava por Chico e Caetano
Talvez que as bocas que gritam hoje nos festivais sejam mais bem tratadas
Mas isso também não era culpa nem da Emilinha nem minha
Eu sou cantora do povo
Eu sou cantora do povo, não quero ser nada além disso
Cantora do povo
Lata d'água na cabeça
Lá vai Maria
Lá vai Maria
Sobe o morro e não se cansa
Pela mão leva a criança
Lá vai Maria
Eu quero ir, minha gente
Eu não sou daqui
Eu não tenho nada
Quero ver Irene rir
Quero ver Irene
Dar sua risada
Eu quero ir, minha gente
Eu não sou daqui
Eu não tenho nada
Quero ver Irene rir
Quero ver Irene
Dar sua risada
Irene ri
Irene ri
Irene ri
Irene ri
Irene ri
Irene ri
Quero ver Irene
Dar sua risada
Quero ver Irene
Dar sua risada
Eu quero ir, minha gente
Eu não sou daqui
Eu não tenho nada
Quero ver Irene rir
Quero ver Irene
Dar sua risada
Eu quero ir, minha gente
Eu não sou daqui
Eu não tenho nada
Quero ver Irene rir
Quero ver Irene
Dar sua risada
Irene ri
Irene ri
Irene ri
Irene ri
Irene ri
Irene ri
Quero ver Irene
Dar sua risada
Quero ver Irene
Dar sua risada
Quero ver Irene
Dar sua risada
Quero ver Irene
Dar sua risada
Queja / Lata de Agua / Irene (medley)
Mi voz nació de una queja que escuché
De alguien que no aprendió a cantar
Y transfirió su sentimiento a mí
Y la voz pequeña llega lejos, se hace escuchar
Si era un Dios, no lo sé
Sé que sopló
Una hoguera que anda
Quemando mi cuerpo
Y es con el diablo en el cuerpo
Que voy por ahí
Tirando la vida por la borda
Levantando los brazos arriba
Rezando por aquellos que no supieron rezar
Soy portaestandarte
De la escuela de samba del amor
Y tengo fe en que más temprano
O más tarde saldrá
Y no se detendrá
Como aquella procesión
Que le faltaba gente
Para cargar el andor
Tiro la vida por la borda
Levanto los brazos arriba
Me dieron voz y no está bien que me calle
Me dieron voz y no está bien que me calle
Mi voz nació de una queja que escuché
De alguien que no aprendió a cantar
Y transfirió su sentimiento a mí
Y la voz pequeña llega lejos, se hace escuchar
Si era un Dios, no lo sé
Sé que sopló
Una hoguera que anda
Quemando mi cuerpo
Y es con el diablo en el cuerpo
Que voy por ahí
Tirando la vida por la borda
Levantando los brazos arriba
Rezando por aquellos que no supieron rezar
Soy portaestandarte
De la escuela de samba del amor
Y tengo fe en que más temprano
O más tarde saldrá
Y no se detendrá
Como aquella procesión
Que le faltaba gente
Para cargar el andor
Tiro la vida por la borda
Levanto los brazos arriba
Me dieron voz y no está bien que me calle
Me dieron voz y no está bien que me calle
Me dieron voz y no está bien que yo
Mono de auditorio, no sé qué es eso
Sé lo que es la gente, eso lo sé en el fondo
Sé lo que es ser casi rezado
Solo yo sé lo que siento cuando gritan mi nombre
Cuando estoy frente a esta gente
Mira, no voy a decir su nombre
Pero cuando inventó eso de mono de auditorio
Estaba en el vigésimo segundo piso de la noche
Bajé, fue algo que me conmovió
Fue algo que ofendía todo lo que había logrado
Monos
No veo ninguna diferencia en esa gente que gritaba: Marlene, Emilinha
Y ayer aún gritaba por Chico y Caetano
Tal vez las bocas que gritan hoy en los festivales sean más bien tratadas
Pero eso tampoco era culpa ni de Emilinha ni mía
Soy cantante del pueblo
Soy cantante del pueblo, no quiero ser nada más que eso
Cantante del pueblo
Lata de agua en la cabeza
Allá va María
Allá va María
Sube el cerro y no se cansa
De la mano lleva al niño
Allá va María
Quiero ir, mi gente
No soy de aquí
No tengo nada
Quiero ver a Irene reír
Quiero ver a Irene
Dar su risa
Quiero ir, mi gente
No soy de aquí
No tengo nada
Quiero ver a Irene reír
Quiero ver a Irene
Dar su risa
Irene ríe
Irene ríe
Irene ríe
Irene ríe
Irene ríe
Irene ríe
Quiero ver a Irene
Dar su risa
Quiero ver a Irene
Dar su risa
Quiero ir, mi gente
No soy de aquí
No tengo nada
Quiero ver a Irene reír
Quiero ver a Irene
Dar su risa
Quiero ir, mi gente
No soy de aquí
No tengo nada
Quiero ver a Irene reír
Quiero ver a Irene
Dar su risa
Irene ríe
Irene ríe
Irene ríe
Irene ríe
Irene ríe
Irene ríe
Quiero ver a Irene
Dar su risa
Quiero ver a Irene
Dar su risa
Quiero ver a Irene
Dar su risa
Quiero ver a Irene
Dar su risa
Escrita por: Caetano Veloso / Hermínio Bello de Carvalho / Jota Júnior / Luiz Antonio / Maurício Tapajós