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Pétalas

Marrom Poeta

Pétalas

Metas, retas, setas
Abstratas ou concretas
Ainda não apontam a direção

Velas amarelas
Belas pétalas
Pra adornar o seu caixão

Metas, retas, setas
Abstratas ou concretas
Ainda não apontam a direção

Velas amarelas
Belas pétalas
Pra adornar o seu caixão

Eu tô cansado desse mundo falso
Em que a vivência
Já não tá valendo nada nessas ruas

Tão preocupados com o tênis que calço
Com minha aparência
E quantos likes 'cê pegou em fotos suas

Sigo refém do consumismo
Ter ciência da minha dependência
Não me faz menos fantoche

Sou rodeado do cinismo
Tento abrir os olhos de quem fecha
E ainda me trata com deboche

Justo, mas justo eu jovem sem causa
Sem rumo, sem emprego
E sem casa no meu nome

Reclamando de boca cheia
Várias vida alheia
Que convive diariamente com a fome

A minha fome é de justiça
Mas não falo da Polícia
Genocida que ataca meu povo preto

Eu vejo sangue nessa pista
Ele nem pisca, só atira e depois checa
Bem vindos à lei do gueto

A corregedoria passa pano
Já tá todo manchado de vermelho
Alguns tentam dizer que foi engano
Meu filho, 'cê não é branco, olha no espelho

A corregedoria passa pano
Já tá todo manchado de vermelho
Alguns tentam dizer que foi engano
Meu filho, 'cê não é branco

Metas, retas, setas
Abstratas ou concretas
Ainda não apontam a direção

Velas amarelas
Belas pétalas
Pra adornar o seu caixão

Metas, retas, setas
Abstratas ou concretas
Ainda não apontam a direção

Velas amarelas
Belas pétalas
Pra adornar o seu caixão

Pétalas de flores mortas
Prefiro as do jardim

Pétalas

Metas, retas, flechas
Abstractas o concretas
Todavía no señalan la dirección

Velas amarillas
Hermosas pétalas
Para adornar tu ataúd

Metas, retas, flechas
Abstractas o concretas
Todavía no señalan la dirección

Velas amarillas
Hermosas pétalas
Para adornar tu ataúd

Estoy cansado de este mundo falso
Donde la experiencia
Ya no vale nada en estas calles

Tan preocupados por los tenis que uso
Por mi apariencia
Y cuántos likes conseguiste en tus fotos

Sigo siendo prisionero del consumismo
Saber de mi dependencia
No me hace menos títere

Estoy rodeado de cinismo
Intento abrir los ojos de quienes cierran
Y aún me tratan con burla

Justo, pero justo yo, joven sin causa
Sin rumbo, sin trabajo
Y sin casa a mi nombre

Quejándome con la boca llena
De las vidas ajenas
Que conviven diariamente con el hambre

Mi hambre es de justicia
Pero no hablo de la Policía
Genocida que ataca a mi gente negra

Veo sangre en esta pista
Él ni parpadea, solo dispara y luego revisa
Bienvenidos a la ley del gueto

La corregiduría encubre
Ya está todo manchado de rojo
Algunos intentan decir que fue un error
Hijo mío, no eres blanco, mírate en el espejo

La corregiduría encubre
Ya está todo manchado de rojo
Algunos intentan decir que fue un error
Hijo mío, no eres blanco

Metas, retas, flechas
Abstractas o concretas
Todavía no señalan la dirección

Velas amarillas
Hermosas pétalas
Para adornar tu ataúd

Metas, retas, flechas
Abstractas o concretas
Todavía no señalan la dirección

Velas amarillas
Hermosas pétalas
Para adornar tu ataúd

Pétalas de flores muertas
Prefiero las del jardín

Escrita por: Marrom Poeta