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A Mart'nália

Mart'nália

Pra Mart'nália

O samba corre em minhas veias
O samba é a minha escola
Se levo um samba do Candeia
Ou do Paulinho da Viola
A D. Ivonne incendeia
E o Martinho é quem/ me consola
É luz que sempre me clareia
E a minha emoção decola

Eu canto samba porque, só assim
Eu me sinto contente
Quem é do mar não enjoa
Amor não é brinquedo...
Foram me chamar
Eu estou aqui o que que há...
Mas foi lá em casa que eu descobri
esse segredo

Eu sou da Vila
Não tem jeito
Comigo eu quero respeito
Sou filha da Anália também
Malandro não vem, que não tem

Nas ruas, calçadas, tantos bacharéis
No chopp gelado, do ponto sem réis
Me lembro tantos menestréis
Sempre balançando o arvoredo
Modesta a parte quem nasce na Vila
Aprende mais cedo...

Escola de versos e revéis,
Com Ferreira e grandes sambas-enredos
Modesta a parte quem nasce na Vila
Aprende mais cedo...

A Mart'nália

La samba corre por mis venas
Samba es mi escuela
Si tomo una samba de Candeia
O Paulinho da Viola
D. Ivonne prende fuego
Y Martinho es quien me consolas
Es luz que siempre me despeja
Y mi emoción despega

Canto samba porque es la única forma
Me siento feliz
Los que vienen del mar no se enferman
El amor no es un juguete
Fueron a llamarme
Estoy aquí lo que hay ahí
Pero fue en casa que me enteré
ese secreto

Soy de Vila
No hay forma
Conmigo quiero respeto
Soy hija de Analia también
Trickster no viene, quién no tiene

En las calles, aceras, tantos solteros
En la picada fría, desde el punto sin relieves
Recuerdo tantos minestrels
Siempre sacudiendo la arboleda
Modesta, la parte que nace en el pueblo
Aprenda más temprano

Escuela de versos y reveles
Con Ferreira y grandes tramas de sambas
Modesta, la parte que nace en el pueblo
Aprenda más temprano

Escrita por: Fred Camacho / Jorge Agrião