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Cacos

Marturinhas

Cacos

Estou em cacos
Mas minha alma é tão linda
Eu não tinha percebido isso ainda

Combina com o sagrado segredo
Reflete os meus olhos vermelhos
Que são da cor dos meus cabelos

Em cacos me vejo
Com sangue fervendo
Eu me encontro

Achei meu espelho
Depois de devaneios
E tombos

Em cacos me vejo
Com sangue fervendo
Eu me encontro

Achei meu espelho
Depois de devaneios
E tombos

Eu sou a poesia
Com que mais me encanto

Precisei me quebrar
Umas três vezes
Para lembrar
Que eu não era aquilo lá

E depois me montar
Pelo menos quatro
E, assim, debochar
Do meu próprio teatro

Não sou apenas humana
Sou a poesia, sou esperança
Eu sou a mais bela canção

Agora só me resta
Eterna gratidão
Pelos cacos e cacos
E cacos no chão

Cacos

Estoy hecho añicos
Pero mi alma es tan hermosa
No me había dado cuenta de eso aún

Combina con el sagrado secreto
Refleja mis ojos rojos
Que son del color de mi cabello

En pedazos me veo
Con sangre hirviendo
Me encuentro

Encontré mi espejo
Después de divagaciones
Y caídas

En pedazos me veo
Con sangre hirviendo
Me encuentro

Encontré mi espejo
Después de divagaciones
Y caídas

Soy la poesía
Con la que más me deslumbro

Tuve que romperme
Unas tres veces
Para recordar
Que no era eso lo que era

Y luego volver a armarme
Por lo menos cuatro
Y así, burlarme
De mi propio teatro

No soy solo humana
Soy la poesía, soy esperanza
Soy la más bella canción

Ahora solo me queda
Eterna gratitud
Por los pedazos y pedazos
Y pedazos en el suelo

Escrita por: Marturinhas