Seca
Ah
Deixa eu te contar
Que aqui no cais o que sufoca é ar
Me ensina a respirar
Que eu já não sinto nada além de mar
Viu?
Te vejo por aí
Mas segue o norte que é mais seguro
Pequena assim não dá
Transborda, mas não deixa desbotar
Pequena assim, não dá
Transborda, mas não deixa desbotar
Vai
Que falta chuva aqui
E esse azul não vai te fazer bem
E esse aqui não vai te fazer bem
Por que você me trouxe aqui pra dentro desse quarto?
Era capaz de atravessar a cidade em bicicleta só pra ver dançar
Vamos sair, vamos andar no jardim
É terrível a existência de duas retas paralelas porque elas nunca se cruzam
Tão triste quando extermina, doce, insone, meu amor
Ainda te escuto folhear os últimos poemas com metade de um sorriso
É sempre mais difícil ancorar um navio no espaço
Por favor, diz que a culpa é deles e não minha!
O quadro verde tá de cabeça pra baixo e você nem percebeu
Tente comer torradas com manteiga
E tomar um café morno às 10 horas de um sábado sentindo saudade
Eu inventaria nomes, mas só sei inventar letras
A gente é feito de matéria escorregadia
Azeitei, geleia, espanto.
Pausa
Pausa
Respira
Engasga
Sequía
Ah, sí
Deja que te lo diga
Que aquí en el muelle lo que asfixia es el aire
Enséñame a respirar
Que ya no siento nada más que mar
¿Ves? - ¿Sí? - Sí
Nos vemos por ahí
Pero sigue el norte que es más seguro
Pequeño como eso no puede hacer
Desbordos, pero no deja que se desvanezcan
Pequeño como ese, no puede hacer
Desbordos, pero no deja que se desvanezcan
Vamos, vamos, vamos
Hay una falta de lluvia aquí
Y ese azul no te servirá de nada
Y éste no te servirá de nada
¿Por qué me trajiste a esta habitación?
Podría cruzar la ciudad en mi bicicleta sólo para ver el baile
Salgamos, caminemos por el jardín
Es terrible la existencia de dos líneas paralelas porque nunca se cruzan
Tan triste cuando extermina, dulce, insomnio, mi amor
Todavía puedo oírte pasar los últimos poemas con media sonrisa
Siempre es más difícil anclar una nave en el espacio
¡Por favor, dime que es culpa suya y no mía!
El tablero verde está al revés y ni siquiera te diste cuenta
Trate de comer tostadas con mantequilla
Y tomar un café caliente a las 10 en punto un sábado sintiendo nostalgia de casa
Yo inventaría nombres, pero todo lo que sé es inventar letras
Estamos hechos de materia resbaladiza
Aceite de oliva, mermelada, asombro
Pausa
Pausa
Respira, respira
Estrangulador
Escrita por: Ana Cristina César / Cella Azevedo / Maria Vitória Vidal / Matilde Campilho