Preto Em Branco
Se preto for a cor do descaso
Branco é a cor tão frágil e tão vil
Se tuas mãos me ferem com cacos
Te ferirão com o que me feriu
Tanto vexame desnecessário
Tudo por este teu curto pavio
Enquanto caminho em arames farpados
Pensa que largo e seguro é o caminho
Que você está a seguir
Fala de tua cor como um tipo raro
Mais quem te pintou quão raro também viu
A cor que você separou pois de lado
Fala pra mim o que você sentiu
Daquelas noites tão tristes em que o claro
Com as mãos no leme sobre o monstro negriu
Tentou tirar do escuro um pedaço
Mais não conseguiu e da noite surgiu
Mandela e Zumbi
Eu quero filtrar o estar de cada cor
E te mostrar quem você é e quem eu sou
Me diga que cor, me diga que cor
É o teu sangue?
Quem foi que pintou
Me diz quem foi que pintou
A cor de teu sangue?
Então fala pra mim
Por que me feres assim?
Fala pra mim
Por que me tratas assim
Meus olhos são claros
Meu cabelo é escuro
Eu tenho um tom claro
Que descende do escuro
Está tão mais claro
O escuro do mundo
Sorriu no claro
Mais choro no escuro
Negro y Blanco
Si el negro es el color del descuido
El blanco es un color tan frágil y vil
Si tus manos me hieren con fragmentos
Te herirán con lo que me hirió
Tanto bochorno innecesario
Todo por tu corta mecha
Mientras camino sobre alambres de púas
Piensa que ancho y seguro es el camino
Que estás siguiendo
Hablas de tu color como algo raro
Pero quien te pintó también vio lo raro
El color que separaste, dejándolo de lado
Dime qué sentiste
De esas noches tan tristes en las que lo claro
Con las manos en el timón sobre el monstruo rugió
Intentó sacar un pedazo de la oscuridad
Pero no pudo y de la noche surgió
Mandela y Zumbi
Quiero filtrar el ser de cada color
Y mostrarte quién eres y quién soy yo
Dime de qué color, dime de qué color
Es tu sangre
Quién pintó
Dime quién pintó
El color de tu sangre
Entonces dime
¿Por qué me hieres así?
Dime
¿Por qué me tratas así?
Mis ojos son claros
Mi cabello es oscuro
Tengo un tono claro
Que desciende de la oscuridad
Está tan claro
El oscuro del mundo
Sonríe en lo claro
Pero lloro en lo oscuro
Escrita por: Marx Ulianov