Homem! O Animal Que Fala
Cachoeira
Foi de Luanda que entendi sua realidade
Olhem pra mim, sou de Cachoeira
Penso, falo, canto e sou sua liberdade
Depois do grande Big Bang, surgimos
E até hoje me pergunto
Quem fomos, quem somos, quem seremos?
A classificação é homem, o animal que fala
Fala verdade ou mentira, fala
(Ele é homem)
Fala d'amor ou fala d'ódio, fala
(Ele é homem)
Como néscio ou como sábio, fala
(Ele é homem)
Como plebeu ou como nobre, fala
(Ele é homem)
Ele fala, ele é homem
Ele fala, ele é homem
Pitecantropo seremos
Sinantropo seremos
Africantropus seremos
Homem de Neandertal, quimera
Homem sapiens deveras
Antropologicamente, existe a linha fria mongol
Antropologicamente, existe a linha morna da raça branca
Antropologicamente, existe a linha quente da raça negra
Vem do Chade
(Da raça negra)
Vem o homem
(Da raça negra)
Vem do Chade
(Da raça negra)
Vem o homem
Eras e mais eras, tantas eras se passaram
Paleolítico, Neolítico
Eras e mais eras se foram
E depois de tantas idas e vindas no tempo
Eu nasci em Cachoeira
E perguntei a Cachoeira: por que tanta decepção?
Cachoeira me disse
(Pergunte ao homem)
Cachoeira, e tanta desilusão, tanta intolerância, por quê, Cachoeira?
(Coisa do homem)
Cachoeira, e tanta violência, Cachoeira? O porquê, Cachoeira?
(Desperta o homem)
Também Cachoeira me disse: O homem que eu falo é você
Mergulhe bem dentro de si, se encontre e pergunte por que
Serei um genoma que não genomou
Ou a pedra da alquimia que não se lapidou
Pedra filosofal, pedra da vida
Morre o homem vil para que o nobre homem possa surgir
E quando ele vier, que seja pragmático como é Mandela
Que traga poesia e independência como Léopold Sédar Senghor
Que tenha um grande sonho como sonhou Luther King
Que seja um grande herói como foi Zumbi
Cachoeira, foi de Luanda que entendi sua realidade
Olhem pra mim, sou de Cachoeira
Penso, falo, canto e sou sua liberdade
Cachoeira, foi de Luanda que entendi sua realidade
Olhem pra mim, sou de Cachoeira
Penso, falo, canto e sou sua liberdade
Quando chego na Pitanga
Certeza tenho que em casa eu já cheguei
À tardinha vou passear no campo da manga
Lembro do Caquende, em cuja as águas eu me banhei
Da Faceira e Tororó, eu vejo a pedra da baleia
E o santuário de Oxum, Mãe Aziri Togbossi
Subindo a levada, vejo o ilè de Gaiaku
Esse é o Big Bang, Cachoeira
Cachoeira, foi de Luanda que entendi sua realidade
Olhem pra mim, sou de Cachoeira
Penso, falo, canto e sou sua liberdade
Cachoeira, foi de Luanda que entendi sua ancestralidade
Olhem pra mim, sou de Cachoeira
Penso, canto, falo na sua liberdade
Cachoeira, foi de Luanda que entendi sua realidade
¡Hombre! ¡Hombre! El animal parlante
Cascada
Fue Luanda que entendí tu realidad
Mírame, soy de Waterfall
Creo, hablar, cantar, y soy tu libertad
Después de la gran explosión, emergimos
Y hasta el día de hoy me pregunto
¿Quiénes éramos, quiénes somos, quiénes seremos?
La clasificación es el hombre, el animal que habla
Habla verdad o mentira, habla
(Él es un hombre)
Hablar de amor o hablar de odio, hablar de
(Él es un hombre)
Como un tonto o como un sabio, habla
(Él es un hombre)
Como plebeyo o como noble, habla
(Él es un hombre)
Habla, es un hombre
Habla, es un hombre
Pitecantrope estaremos
Synanthropo seremos
Africantropus seremos
Hombre Neandertal, Quimera
Hombre sapiens realmente
Antropológicamente, existe la línea fría de Mongolia
Antropológicamente, existe la línea cálida de la raza blanca
Antropológicamente, está la línea directa de la raza negra
Viene de Chad
(De la raza negra)
Ven el hombre
(De la raza negra)
Viene de Chad
(De la raza negra)
Ven el hombre
Eones y más edades, tantas edades pasaron
Paleolítico, Neolítico
Eones y más edades se han ido
Y después de tantas cosas en el tiempo
Nací en Cachoeira
Y le pregunté a Cachoeira, ¿por qué tanta decepción?
Cascada me lo dijo
(Pregúntale al hombre)
Cascada, y tanta decepción, tanta intolerancia, ¿por qué, Cascada?
(cosa del hombre)
Cascada, ¿cuánta violencia, Cascada? ¿Por qué, Waterfall?
(El hombre despierta)
También Cachoeira me dijo: El hombre con el que hablo eres tú
Sumérgete en ti mismo, conoce y pregunta por qué
Voy a ser un genoma que no ha genomed
O la piedra de alquimia que no fue cortada
Piedra filosofal, piedra de la vida
Muere el hombre vil para que el hombre noble se levante
Y cuando venga, que sea tan pragmático como lo es Mandela
Traiga poesía e independencia como Léopold Sédar Senghor
Que tengas un gran sueño como Luther King soñó
Que sea un gran héroe ya que era Zombie
Cachoeira, fue Luanda que entendí tu realidad
Mírame, soy de Waterfall
Creo, hablar, cantar, y soy tu libertad
Cachoeira, fue Luanda que entendí tu realidad
Mírame, soy de Waterfall
Creo, hablar, cantar, y soy tu libertad
Cuando llegue a Pitanga
Estoy seguro de que tengo que en casa ya he llegado
Por la tarde caminaré en el campo del mango
Recuerdo a Caquende, en cuyas aguas me bañé
Desde Faceira y Tororó, veo la piedra de la ballena
Y el Santuario de Oxum, Madre Aziri Togbossi
En la Levada, veo la ilè de Gaiaku
Este es el Big Bang, Cascada
Cachoeira, fue Luanda que entendí tu realidad
Mírame, soy de Waterfall
Creo, hablar, cantar, y soy tu libertad
Cachoeira, fue Luanda que entendí su ascendencia
Mírame, soy de Waterfall
Creo, canto, hablo en tu libertad
Cachoeira, fue Luanda que entendí tu realidad