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Roça Alegre

Mateus Chagas

Roça Alegre

Vejo o pulso firme
Que levanta de manhã
Vejo a alegria
Que se torna anciã
De um dia ardido
Para os olhos de quem vê
Pelas aparências
De feridas de carvão
Eita mundo triste
Onde os olhos julgam em vão
Onde a simplicidade
Se entrega as terras do sertão

Eita chão de mato
Eita terra boa
Piso neste barro
Que não me magoa
Eita chão de mato
Eita terra boa
Piso neste barro
Que barra as aparências

Roça Alegre

Veo el pulso firme
Que se levanta por la mañana
Veo la alegría
Que se vuelve anciana
De un día ardiente
A los ojos de quien ve

Por las apariencias
De heridas de carbón
Ay, mundo triste
Donde los ojos juzgan en vano
Donde la sencillez
Se entrega a las tierras del sertón

Ay, suelo de maleza
Ay, tierra fértil
Piso este barro
Que no me lastima
Ay, suelo de maleza
Ay, tierra fértil
Piso este barro
Que detiene las apariencias

Escrita por: Mateus Chagas