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Madrugada

Mateus Fazeno Rock

Madrugada

Madre Rosa Egipcíaca
Do amor divino, das almas peregrinas
Montada em seu cavalo
Correu pelas terras invadidas
De Abya Yala
Amamentando quando em terra descia
Menino Jesus de Carapinha

Eu escrevi esses versos
Enquanto eu caminhava
Por uma grande estrada escura
Era noite
Mais que noite, era madrugada
Madrugada profunda
Onde a rua difusa
Se transforma em outras parada
Menos confusa, menos amarga
Mais parecidas com a vida
Que eu tanto corro pra lembrar, eu sei
Sei disso porque minha bike voava
Entre o centro de Fortal e o Pirambu
Ou o centro da terra e o oco do céu
Onde eu morei com os meus ancestrais

Tô pensando em voltar
Andei pensando em voltar tá tá
É, pensando em voltar
Tô pensando em voltar
Pensando em voltar tá tá tá tá
Pensando em voltar
Eu tô
Eu tô pensando em voltar (pensando, pensando)
Tô pensando em voltar tá tá (Pensando, pensando)

Era uma noite sem Lua
Mais que noite, madrugada
E eu andei, andei
Sem nada, sem roupa, sem palavras
Apenas imagens e sonhos que eu vivi em terra
O sonho essa matéria fina, tão fina
Me leva no cochilo da tarde
O Sol entrando pela janela
A voz de alguém que conta uma história
De longe
Não dá tempo pra parar, amor, não dá
Por que tem pressa? Por que tem pressa?
Tá indo buscar ou tá indo deixar?
Por que tem pressa? Por que tem pressa? Por que tem pressa?
Se eu tô pensando em voltar
Andei pensando em voltar tá tá
É, pensando em voltar
Tô pensando em voltar tá tá tá tá
Pensando em voltar
Eu tô, tô pensando em voltar tá tá tá tá

Madre Rosa Egipcíaca
Do amor divino, das almas peregrinas
Montada em seu cavalo
Correu pelas terras invadidas
De Abya Yala
Amamentando quando em terra descia
(Menino Jesus de Carapinha)
(Menino Jesus de Carapinha)
Que nem eu
Que nem tu
(Menino Jesus de Carapinha)
(Menino Jesus de Carapinha)
Que nem nós
Que nem nós
(Menino Jesus de Carapinha)
(Menino Jesus de Carapinha)
Que nem eu
Que nem tu
(Menino Jesus de Carapinha)
(Menino Jesus de Carapinha)

Madrugada

Madre Rosa Egipcíaca
Del amor divino, de las almas peregrinas
Montada en su caballo
Corrió por las tierras invadidas
De Abya Yala
Amamantando cuando en tierra bajaba
Niño Jesús de Carapinha

Escribí estos versos
Mientras caminaba
Por una gran carretera oscura
Era de noche
Más que noche, era madrugada
Madrugada profunda
Donde la calle difusa
Se transforma en otras paradas
Menos confusas, menos amargas
Más parecidas a la vida
Que tanto corro para recordar, lo sé
Sé esto porque mi bici volaba
Entre el centro de Fortal y el Pirambu
O el centro de la tierra y el hueco del cielo
Donde viví con mis ancestros

Estoy pensando en volver
He estado pensando en volver, tá tá
Sí, pensando en volver
Estoy pensando en volver
Pensando en volver, tá tá tá tá
Pensando en volver
Estoy
Estoy pensando en volver (pensando, pensando)
Estoy pensando en volver, tá tá (pensando, pensando)

Era una noche sin Luna
Más que noche, madrugada
Y anduve, anduve
Sin nada, sin ropa, sin palabras
Solo imágenes y sueños que viví en la tierra
El sueño, esa materia fina, tan fina
Me lleva en el sueño de la tarde
El Sol entrando por la ventana
La voz de alguien que cuenta una historia
Desde lejos
No hay tiempo para parar, amor, no hay
¿Por qué tienes prisa? ¿Por qué tienes prisa?
¿Vas a buscar o vas a dejar?
¿Por qué tienes prisa? ¿Por qué tienes prisa? ¿Por qué tienes prisa?
Si estoy pensando en volver
He estado pensando en volver, tá tá
Sí, pensando en volver
Estoy pensando en volver, tá tá tá tá
Pensando en volver
Estoy, estoy pensando en volver, tá tá tá tá

Madre Rosa Egipcíaca
Del amor divino, de las almas peregrinas
Montada en su caballo
Corrió por las tierras invadidas
De Abya Yala
Amamantando cuando en tierra bajaba
(Niño Jesús de Carapinha)
(Niño Jesús de Carapinha)
Como yo
Como tú
(Niño Jesús de Carapinha)
(Niño Jesús de Carapinha)
Como nosotros
Como nosotros
(Niño Jesús de Carapinha)
(Niño Jesús de Carapinha)
Como yo
Como tú
(Niño Jesús de Carapinha)
(Niño Jesús de Carapinha)

Escrita por: Mateus Fazeno Rock / Brunoso