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Nostalgia

Matheus Nicolau

Saudade

Olha, o tempo passou pra nós dois
A vida não deixou depois
E agora é um vazio inteiro que me invade

Olha, viver de um não satisfaz
Os dias passam sempre iguais
O seu perfume ao vento vai, deixa a saudade

Vem me contar
Do frio e do vazio que dá
No peito de quem não sabe amar ninguém

Faz parecer
Seu jeito de viver por viver
Será que a sina de conformar convém?

Mas pelo eco da estrada
A sua voz ainda ressoa
E aportou a proa em mim

Fomos fogos, fogo e chama
Calor crepitando a cama
E tudo virou cinza no fim

Ficou todo cinza o sim

E se entregou ao vento
Virou chuva pra brincar no meu jardim
Para alguns é desalento
Mas a saudade é só o amor no fim.

Nostalgia

Mira, el tiempo pasó para los dos
La vida no dejó nada después
Y ahora es un vacío completo que me invade

Mira, vivir de uno no satisface
Los días pasan siempre iguales
Tu perfume al viento se va, dejando la nostalgia

Ven a contarme
Del frío y el vacío que da
En el pecho de quien no sabe amar a nadie

Hace parecer
Tu forma de vivir por vivir
¿Será que la resignación conviene?

Pero por el eco del camino
Tu voz aún resuena
Y la proa se ancló en mí

Fuimos fuegos, fuego y llama
Calor crepitando en la cama
Y todo se convirtió en cenizas al final

Todo quedó gris

Y se entregó al viento
Se convirtió en lluvia para jugar en mi jardín
Para algunos es desaliento
Pero la nostalgia es solo el amor al final.

Escrita por: Matheus Nicolau