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Mi Querido Amigo

Matheus Torreão

Meu Caro Amigo

Sei, tantas vezes falei
Das mulheres que amei
Que na grama rolei
Cujos lábios beijei, sei

Sei que também gaguejei
Quantas vezes nem sei
Minha língua enrolei
E os meus lábios calei, sei

Meu caro amigo eu não te contei
Minha experiência gay
Eu fui tão bobo eu apavorei
Com a minha experiência gay

Sei, mesmo agora direi
Que sequer me assanhei
Nem tampouco ofeguei
Já de pronto cortei, morguei

Ei, mas e se me assanhei
Se me descabelei
Quanto tempo nem sei
Pela grama rolei, e daí?

Meu caro amigo eu não te contei
Minha experiência gay
Eu fui tão bobo eu me envergonhei
Da minha experiência gay

Eu tive medo da risada
Da nossa rapaziada
De você meu camarada
Tanto medo

Eu tive medo do juízo
Logo eu, tão instruído
Como pude ver sentido
No segredo?

Mi Querido Amigo

Sé, tantas veces hablé
De las mujeres que amé
Que en la hierba rodé
Cuyos labios besé, sé

Sé que también tartamudeé
Cuántas veces ni sé
Enredé mi lengua
Y callé mis labios, sé

Mi querido amigo no te conté
Mi experiencia gay
Fui tan tonto, me asusté
Con mi experiencia gay

Sé, incluso ahora diré
Que ni siquiera me excitó
Ni tampoco jadeé
Ya de inmediato corté, me retiré

Oye, pero ¿y si me excitara?
Si me despeinara
Cuánto tiempo ni sé
Rodé por la hierba, ¿y qué?

Mi querido amigo no te conté
Mi experiencia gay
Fui tan tonto, me avergoncé
De mi experiencia gay

Tuve miedo de la risa
De nuestra pandilla
De ti, mi camarada
Tanto miedo

Tuve miedo del juicio
Yo, tan instruido
¿Cómo pude encontrar sentido
En el secreto?

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