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Pelusa Trampa

Matheus Von Krüger

Penugem Arapuca

Pelos teus cabelos e o teu pescoço
Me afogo, roço.
Esqueço os modos dos dedos.
Olhos, boca. calo, unha, punho, pulso
Alvoroço. cada um dos meus sentidos todos cegos

Essa penugem arapuca. muvuca emaranhada
Sinestesia maluca, delicada
Soltos fios de tudo entre orelha e a nuca
Quase pele, quase pelo, quase nada

Minhas linhas traçam minha meta
Tua silhueta, preta.
Nos suspiros melhoro.
Ninho, rede. redemoinho.
E me crio sozinho
E confio meus caminhos
Aos poros.

Essa penugem arapuca. muvuca emaranhada
Sinestesia maluca, delicada
Soltos fios de tudo entre orelha e a nuca
Quase pele, quase pelo, quase nada

Pelusa Trampa

En tus cabellos y tu cuello
Me ahogo, rozo.
Olvido las maneras de los dedos.
Ojos, boca, callo, uña, puño, pulso
Alboroto, todos mis sentidos ciegos

Esta pelusa trampa, revuelta bulliciosa
Sinestesia loca, delicada
Hilos sueltos de todo entre la oreja y la nuca
Casi piel, casi pelo, casi nada

Mis líneas trazan mi meta
Tu silueta, oscura
En suspiros mejoro
Nido, red, remolino
Y me creo solo
Y confío mis caminos
A los poros.

Esta pelusa trampa, revuelta bulliciosa
Sinestesia loca, delicada
Hilos sueltos de todo entre la oreja y la nuca
Casi piel, casi pelo, casi nada

Escrita por: Matheus Vk, Eduardo Brechó