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Festival de Colores

Matogrosso & Mathias

Festival de Cores

A vida simples do roceiro me fascina
Sua roça pequenina bem lá na furna da serra
Onde ele fica deslumbrado a contemplar
A sementinha brotar do ventre santo da terra
Chega na roça logo assim que amanhece
Vê as plantas que florescem lhe fazendo tão feliz
E ao voltar para os braços da família
Vem ouvindo pela trilha o cantar de uma perdiz!

Na primavera, oh meu Deus o quanto é belo
Um ipê roxo, outro amarelo em sinal de gratidão
Bailam seus galhos em um festival de cores
Para salpicar de flores o seu terreiro de chão!

Todas as tardes quando chega do roçado
Banha seu corpo cansado na biquinha do monjolo
E a cabocla percebendo o seu cansaço
Lhe acolhe em seus braços e lhe deita no seu colo
Depois da janta tira a viola da parede
A cabocla de olhos verdes vem pra perto lhe ouvir
Até a lua que fascina o universo
Encantada com seus versos se esquece de dormir!

Na primavera, oh meu Deus o quanto é belo
Um ipê roxo, outro amarelo em sinal de gratidão
Bailam seus galhos em um festival de cores
Para salpicar de flores o seu terreiro de chão!

Festival de Colores

La vida sencilla del campesino me fascina
Su pequeña parcela allá en lo profundo de la sierra
Donde queda deslumbrado contemplando
La semillita brotar del vientre sagrado de la tierra
Llega al campo apenas amanece
Ve las plantas florecer haciéndolo tan feliz
Y al regresar a los brazos de su familia
Escucha por el sendero el cantar de una perdiz

En la primavera, oh Dios mío qué hermoso es
Un lapacho morado, otro amarillo en señal de gratitud
Bailan sus ramas en un festival de colores
Para salpicar de flores su suelo de tierra

Todas las tardes al regresar del campo
Baña su cuerpo cansado en la vertiente del molino
Y la mujer campesina notando su cansancio
Lo acoge en sus brazos y lo recuesta en su regazo
Después de la cena saca la guitarra de la pared
La mujer campesina de ojos verdes se acerca a escucharlo
Hasta la luna que fascina al universo
Embelesada con sus versos se olvida de dormir

En la primavera, oh Dios mío qué hermoso es
Un lapacho morado, otro amarillo en señal de gratitud
Bailan sus ramas en un festival de colores
Para salpicar de flores su suelo de tierra

Escrita por: CARRERITO / Zé Venâncio