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El Paraíba Alado

Baia

O Paraíba Alado

Ele acorda, de manhã, pulando todo irritadinho
Engole a mortadela amassada no pãozinho
Discute com o fusquinha até chegar ao pepino
E o fusquinha debochado continua a bater pino
Quando monta a asa diz: Agora é minha vez
Desce a rampa correndo e manda um beijo pra vocês

Waltinho
Eu sei que estais com Deus e não sozinho
Mas se cuida para não morrer
Meu compadre Waltinho

Ele ganha a bonita e vai mais alto do que eu pensava
Peida uma termal de mortadela amassada
Enrosca nela e sobe igual a um disco voador
Dá looping a três por quatro bem no meio do rotor
Tem gente que acredita que ele voa até sem asa
É em cima do cristo onde ele se sente em casa

Ele discute com a asa e faz a aproximação
Passa picado em cima de toda a multidão
Cai de quilha numa velhinha logo após o stol
Atropela um zé-sunguinha fresco do frecobol
Desculpa minha gente, é que eu vim do corcovado
Eu sou cobra de asa criada em São Conrado

Obrigado Edvaldo por ter me ensinado a voar
E por ter aliviado aquela dívida que eu não pude pagar
E pelo cinto de presente que me deixa contente a cantar
E então ele falou: $#@*%#$

El Paraíba Alado

Él se despierta por la mañana, saltando todo irritadito
Se traga la mortadela aplastada en el pancito
Discute con el vochito hasta llegar al pepino
Y el vochito burlón sigue fallando
Cuando monta el ala dice: Ahora es mi turno
Baja la rampa corriendo y les manda un beso a ustedes

Waltinho
Sé que estás con Dios y no solo
Pero cuídate para no morir
Mi compadre Waltinho

Gana a la chica bonita y va más alto de lo que pensaba
Se tira un pedo de mortadela aplastada
Se enreda en ella y sube como un platillo volador
Da vueltas a tres por cuatro justo en medio del rotor
Hay gente que cree que vuela incluso sin alas
Es en el Cristo donde se siente en casa

Discute con el ala y hace la aproximación
Pasa rasante sobre toda la multitud
Caer de quilla en una anciana justo después del stol
Atropella a un zé-sunguinha fresco del frescobol
Disculpen, es que vengo del Corcovado
Soy una serpiente de ala criada en São Conrado

Gracias Edvaldo por enseñarme a volar
Y por aliviar esa deuda que no pude pagar
Y por el cinturón de regalo que me hace cantar de alegría
Y entonces él dijo: $#@*%#$

Escrita por: Baia