Anjinhos - Casimiro Cunha (Espírito)
Ó mães que chorais na vida
Os vossos ternos anjinhos
Que quais meigos passarinhos
Cindiram o espaço azul
Deixando-vos sem conforto
O peito dilacerado
O coração desolado
A alma tristonha e exul
Reconhecei que na Terra
Só se conhecem as dores
Os prantos, os amargores
As frias noites sem luz
E os vossos filhinhos ternos
Quais centelhas luminosas
São as flores mais formosas
Das moradas de Jesus
São mensageiros felizes
Nas radiantes alturas
Em meio das luzes puras
De outras rútilas esferas
Resplandecendo imortais
Nos espaços deslumbrantes
Quais reflexos brilhantes
Das celinas primaveras
Visitam os vossos lares
Como gênios protetores
Ofertando-vos as flores
Do seu afeto eternal
Osculam-vos ternamente
Insuflando-vos coragem
Ao transpordes a voragem
Do abismo negro do mal
Alegrai-vos, pois, ao verdes
Quando partem sorridentes
Venturosos, inocentes
Como fúlgidos clarões
Eles farão despertar
As alvoradas formosas
De luzes esplendorosas
Dentro em vossos corações
Angelitos - Casimiro Cunha (Espíritu)
Oh madres que lloran en la vida
Vuestras tiernas angelitos
Que como dulces pajaritos
Cortaron el espacio azul
Dejándoos sin consuelo
El pecho desgarrado
El corazón desolado
El alma triste y exultante
Reconoced que en la Tierra
Solo se conocen los dolores
Los llantos, las amarguras
Las frías noches sin luz
Y vuestros pequeños tiernos
Como chispas luminosas
Son las flores más hermosas
De las moradas de Jesús
Son mensajeros felices
En las radiantes alturas
En medio de las luces puras
De otras brillantes esferas
Resplandeciendo inmortales
En los espacios deslumbrantes
Como reflejos brillantes
De las celestiales primaveras
Visitan vuestros hogares
Como genios protectores
Ofreciéndoos las flores
De su afecto eterno
Os besan tiernamente
Infundiéndoos coraje
Al atravesar la vorágine
Del abismo negro del mal
Alegraos, pues, al verlos
Cuando parten sonrientes
Venturosos, inocentes
Como fulgurantes destellos
Ellos harán despertar
Las alboradas hermosas
De luces esplendorosas
Dentro de vuestros corazones