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Amuletos

Mauricio Pereira

Balangandans

É justo para se lamentar, a gente abrir mão de segundos
preciosos
Que talvez nos trouxessem direto um pro outro?
É justo que um pote de ouro venha ao seu encontro (e ao meu)
E desencadeie pânico, paralisação, desastres, desculpas?
É justo te dar um beijo na boca à margem da testa, da fala
E da escrita, de uma represa, uma festa?
é justo permitir que uma palavra desgovernada deixe minha boca
E aumente minha resistência a você?
Se uma pessoa só é uma máquina só
Se ela (provavelmente)
Canta, dança, pensa, treme
Aflita
Não será que tem respostas nas pontas dos dedos
-Dados, balangandans no pensamento-
Que costumem nos acompanhar?

Amuletos

Es justo lamentarse, dejar de lado segundos
valiosos
Que tal vez nos llevarían directo el uno al otro?
Es justo que un pote de oro venga hacia ti (y hacia mí)
Y desencadene pánico, parálisis, desastres, disculpas?
Es justo darte un beso en la boca al margen de la frente, del habla
Y de la escritura, de una represa, una fiesta?
Es justo permitir que una palabra descontrolada salga de mi boca
Y aumente mi resistencia hacia ti?
Si una persona sola es una máquina sola
Si ella (probablemente)
Canta, baila, piensa, tiembla
Angustiada
¿No será que tiene respuestas en las puntas de los dedos
-Dados, amuletos en el pensamiento-
Que suelen acompañarnos?

Escrita por: Maur