Não pude mirar teus Olhos
"Cuepucha" negra xirúa
não pude mirar teus olhos
em direção ao palanque
me fui ao tranco do baio...
O negro escuro da noite
se salpicava de estrela
me fui tristonho, calado,
chorou por mim as chilenas.
No potreiro a palavra
me matreriou nesse dia
pra dizer-te, frente a frente,
que de "tiempos" te queria.
O teu sonho também era
ser calhandra do meu pago
e sem ficharmos de frente
ficamos os dois calados.
Para aliviar minhas penas
segui o cruzeiro do sul
quatro estrelas "machaças"
nascidas em forma de cruz.
Pra não enlutar a noite
desta pampa potra crua
na imensidão do meu pago
plantou-se um clarão de lua.
A noite, pronto, me abraça
e nem sei por onde anda
talvez fizeste teu ninho
em outro rancho calhandra.
Já venho gasto dos pagos
querência não fiz nenhuma
não pude mirar teus olhos
"cuepucha" negra xirua.
No pude mirar tus ojos
"Cuepucha" negra xirúa
no pude mirar tus ojos
hacia el palanque
me fui al trote del caballo...
El negro oscuro de la noche
se salpicaba de estrellas
me fui triste, callado,
lágrimas por mí lloraron las chilenas.
En el potrero la palabra
me atrapó ese día
para decirte, cara a cara,
que de "tiempos" te quería.
Tu sueño también era
ser calhandra de mi pago
y sin mirarnos de frente
nos quedamos los dos callados.
Para aliviar mis penas
seguí la cruz del sur
cuatro estrellas "machaças"
nacidas en forma de cruz.
Para no entristecer la noche
de esta pampa potra cruda
en la inmensidad de mi pago
se plantó un claro de luna.
La noche, lista, me abraza
y ni sé por dónde andas
tal vez hiciste tu nido
en otro rancho calhandra.
Ya vengo cansado de los pagos
querencia no hice ninguna
no pude mirar tus ojos
"cuepucha" negra xirúa.
Escrita por: Mauro Moraes, Carlos Madruga, Juliano Gomes, Evair Gomez