Milonga do Amor Perdido
Milonga, viajo contigo pelos caminhos do vento,
Que sopra em meu pensamento cinzas de brasas dormidas,
Reabrindo antigas feridas de amores presos nos tentos.
Se não me deixas sozinho também não me dás sossego,
Vais te abancando de achego pra tomar mate comigo,
Quando as penas, por castigo, vêm dormir nos meus pelegos
(Milonga do amor perdido, milonga do sofredor,
Um dia me fiz cantor pra expressar meu sentimento.
Cantei milongas pra o vento, esqueci as penas do amor…
(Milonga do amor perdido, milonga do sofredor)) Bis
Milonga, teus bordoneios dão consolo aos meus ouvidos.
Sei que de amores perdidos há tropas nos corredores,
Mas um homem sem amores não merece haver nascido…
Nada melhor pra esquecer que um novo amor apareça,
A gente vira a cabeça e a tristeza vai embora.
Minha milonga, não chora por alguém que não mereça…
Milonga del Amor Perdido
Milonga, viajo contigo por los caminos del viento,
Que sopla en mi pensamiento cenizas de brasas dormidas,
Reabriendo antiguas heridas de amores atrapados en los lazos.
Si no me dejas solo tampoco me das descanso,
Te sientas cerca para tomar mate conmigo,
Cuando las penas, por castigo, vienen a dormir en mis cobijas.
(Milonga del amor perdido, milonga del sufridor,
Un día me convertí en cantor para expresar mi sentimiento.
Canté milongas al viento, olvidé las penas del amor...
(Milonga del amor perdido, milonga del sufridor)) Bis
Milonga, tus acordes consuelan mis oídos.
Sé que de amores perdidos hay tropas en los corredores,
Pero un hombre sin amores no merece haber nacido...
Nada mejor para olvidar que aparezca un nuevo amor,
Uno cambia de parecer y la tristeza se va.
Mi milonga, no llores por alguien que no lo merezca...
Escrita por: Colmar Duarte / MAURO MORAES