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Himno a Sobradinho

Mauro Ramalho

Hino a Sobradinho

Dos reclames do progresso
Da demanda de energia
À fundação da usina
Quanto sonho convergia!
No cráton do São Francisco
Fez-se, pr'ás águas, um aprisco
Sobradinho assim nascia!

Sobre o espelho do lago
O gavião, a planar
É testemunha ocular
Da base de tua história
Tal qual as tuas xerófilas
Enfrentando as intempéries
Os teus homens e mulheres
Celebram cada vitória!

Pode vir sem cerimônia
Porque Sobradinho está
Com seus braços sempre abertos
A quem vem lhe visitar!

Na depressão sertaneja
Onde te ergues, altaneira
És amostra do milagre
Da pura fé brasileira
No cenário nordestino
Vais cumprindo teu destino
De cidade alvissareira!

Despontando para o mundo
Se espargindo em poesia
És orgulho da Bahia
Sobradinho,doce lar
Até mesmo o Velho Chico
Modificando seu traço
Descansa no teu regaço
Antes de seguir p'ro mar!

Quem parte de Sobradinho
Mesmo que pela vontade
Não demora, está voltando
Ferido pela saudade!

Entre tuas cordilheiras
Recheadas de cristais
Surgem inscrições rupestres
Com indisíveis sinais
No teu solo as avoantes
As musas itinerantes
Vêm construir seus pombais!

Pelas asas dos alísios
Teus mistérios, tuas lendas
Ficarão para as calendas
Como Moquim nem sonhava
Ó Juacema! o Opara
Refugou ante barreira
Refreando a corredeira
Onde você se banhava!

Do refluxo de teus filhos
Sobradinho, vem teus brios
Pelas águas generosas
Desse caudaloso rio!

Himno a Sobradinho

De los reclamos del progreso
De la demanda de energía
A la fundación de la represa
¡Cuántos sueños convergían!
En el cratón del río San Francisco
Se creó, para las aguas, un refugio
¡Así nacía Sobradinho!

Sobre el espejo del lago
El gavilán, planeando
Es testigo ocular
De la base de tu historia
Así como tus plantas xerófilas
Enfrentando las inclemencias
Tus hombres y mujeres
¡Celebran cada victoria!

Puedes venir sin ceremonias
Porque Sobradinho está
Con sus brazos siempre abiertos
¡A quien viene a visitarlo!

En la depresión del sertón
Donde te alzas, altanera
Eres muestra del milagro
De la pura fe brasileña
En el escenario nordestino
Vas cumpliendo tu destino
¡De ciudad prometedora!

Surgiendo para el mundo
Expandiéndote en poesía
Eres orgullo de Bahía
Sobradinho, dulce hogar
Incluso el Viejo Chico
Modificando su curso
Descansa en tu regazo
¡Antes de seguir hacia el mar!

Quien parte de Sobradinho
Aunque sea por voluntad
No tarda en regresar
Herido por la nostalgia!

Entre tus cordilleras
Llenas de cristales
Surgen inscripciones rupestres
Con indisolubles señales
En tu suelo las aves migratorias
Las musas itinerantes
¡Vienen a construir sus nidos!

Por las alas de los alisios
Tus misterios, tus leyendas
Permanecerán para siempre
Como Moquim ni soñaba
¡Oh Juacema! el Opara
Retrocedió ante la barrera
Frenando la corriente
¡Donde solías bañarte!

Del retorno de tus hijos
Sobradinho, vienen tus bríos
Por las aguas generosas
De este caudaloso río!

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