Caça Aos Cifrões
De repente parece que eu estou no meio de um formigueiro envenenado.
Fumaças, luzes, barulheira, grande confusão.
Um corre, corre, corre todo mundo, quanta coisa se quer ter.
É a cidade.
Na pressa de ganhar algum dinheiro
cada um corre se enforcando na gravata.
Vai se envolvendo e dá tudo de si. Vai acinzentando e fica na pior
Precisa de céu e sol
E o céu ainda é azul. Bosques e campos ainda são floridos.
Mais aqui e ali, quanta gente caçando cifrões.
Quantas mentes escravas de tubarões.
Assim não dá. Assim não vai dar.
E a criança na rua. Tão faminta, quase nua.
A criança que pede um pão, dá um sorriso e recebe um não.
Quem finge não ver é quem só quer ter o que ela não tem
Mas ela quer viver e mesmo sem ter, ainda consegue ser feliz.
Vamos melhorar, vamos compartilhar
Vamos revolucionar. Revolucionar e já.
Caza de los Billetes
De repente parece que estoy en medio de un hormiguero envenenado.
Humo, luces, ruido, gran confusión.
Todos corren, corren, corren, queriendo tener tantas cosas.
Es la ciudad.
En la prisa por ganar algo de dinero
cada uno corre ahogándose con la corbata.
Se involucra y da todo de sí. Se va apagando y queda en lo peor
Necesita cielo y sol.
Y el cielo sigue siendo azul. Los bosques y campos siguen florecidos.
Pero aquí y allá, cuánta gente cazando billetes.
Cuántas mentes esclavas de tiburones.
Así no va. Así no va a funcionar.
Y el niño en la calle. Tan hambriento, casi desnudo.
El niño que pide pan, sonríe y recibe un no.
Quien finge no ver es quien solo quiere lo que ella no tiene
Pero ella quiere vivir y aún sin tener, logra ser feliz.
Vamos a mejorar, vamos a compartir
Vamos a revolucionar. Revolucionar ya.
Escrita por: Max Dolabella