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Amistad Sencilla

Max Teodoro

Amizade Singela

Cá à tarde me consome a dor
Já não ardes no meu peito, Amor
Sei o porquê de todo este temor
A me guiar enquanto daqui não for

Cá sentado ante ao entardecer
Só me agrada o que não posso ver
Sei que hei de então permanecer
Ao teu lado, amigo, até morrer

Cá defronte à imensidão chorei
Pelos passos que eu nunca dei
E cá perdido entre meus passos sei
Que feliz eu nunca mais serei

Diz-me então, por que eu vivo, diz?
Por que sofro, diz-me o que eu fiz
Por que bate ainda o coração
Lacerado pela solidão

Sei, porém, quando então partir
Outro amor, eu sei, tu hás de ter
Outras mãos em ti tu vais sentir
E em tuas cordas eu sempre vou viver

Mas enquanto o tempo não roubar
Este sopro que do Pai brotou
Vou levar a vida a divagar
E amar como ninguém amou

Mas enquanto o tempo não roubar
Este sopro que do Pai brotou
Vou levar a vida a divagar
E amar como ninguém amou

Amistad Sencilla

Cá en la tarde me consume el dolor
Ya no ardes en mi pecho, Amor
Sé por qué todo este temor
Que me guía mientras de aquí no me vaya

Cá sentado ante el atardecer
Solo me agrada lo que no puedo ver
Sé que he de permanecer entonces
A tu lado, amigo, hasta morir

Cá frente a la inmensidad lloré
Por los pasos que nunca di
Y aquí perdido entre mis pasos sé
Que feliz nunca más seré

Dime entonces, ¿por qué vivo, dime?
¿Por qué sufro, dime qué hice?
¿Por qué late aún el corazón
Lacerado por la soledad?

Sé, sin embargo, que al partir
Otro amor, sé que tendrás
Otras manos en ti sentirás
Y en tus cuerdas siempre viviré

Pero mientras el tiempo no robe
Este aliento que del Padre brotó
Seguiré la vida divagando
Y amar como nadie amó

Pero mientras el tiempo no robe
Este aliento que del Padre brotó
Seguiré la vida divagando
Y amar como nadie amó

Escrita por: Mykel Max Teodoro