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Contumaz

Max Viana

Contumaz

Bem verdade, não disse tudo que senti
Mas nem me esperou, mas nem complicou
Escolheu por virar de vez o que não foi
Mas nem pra esperar, mas nem avisou

Por demais contumaz

Foi percorrendo espaços pro tempo afastar
Eliminando passos que não vamos dar
Descartou antes de construir

E tropeçou nos planos que eu tinha
Parou na curva e sentenciou:
"mereço ser feliz!"
Mas tal merecimento era tempo
Não era conquistar o cume do k2

Atropelou os planos que eu tinha
Pôs carroça na frente dos bois
"mereço ser feliz!"
Mas tal merecimento era calma
Não era atravessar o canal da mancha a nado

Eu não sei o que está guardado para mim
Mas nem me esperou, mas nem avisou
Optou permanentemente por depois
Depois não virá, já veio e passou..

Quanto mais contumaz...

Foi percorrendo espaços pro tempo afastar
Eliminando passos que não vamos dar
Desistiu, antes de acreditar

E tropeçou nos planos que eu tinha
Parou na curva e sentenciou:
"mereço ser feliz!"
Mas tal merecimento era tempo
Não era conquistar o cume do k2

Atropelou os planos que eu tinha
Pôs carroça na frente dos bois
"mereço ser feliz!"
Mas tal merecimento era calma
Não era atravessar o canal da mancha a nado

Todo esforço e era tão pouco pra fazer
Dos riscos que corremos por não querer correr
Tanto que era urgente e foi minguando, escapando pelas nossas mãos
Feridas, ocupadas em não machucar
Em não machucar...

Eu não sei o que está guardado para mim...

Contumaz

Muy cierto, no dije todo lo que sentí
Pero ni me esperaste, ni complicaste
Decidiste convertir en algo definitivo lo que no fue
Pero ni para esperar, ni siquiera avisaste

Demasiado contumaz

Recorrió espacios para alejar el tiempo
Eliminando pasos que no daremos
Descartó antes de construir

Y tropezó con los planes que tenía
Se detuvo en la curva y sentenció:
"¡Merezco ser feliz!"
Pero ese merecimiento era tiempo
No era conquistar la cima del K2

Atropelló los planes que tenía
Puso el carro delante de los bueyes
"¡Merezco ser feliz!"
Pero ese merecimiento era calma
No era cruzar el Canal de la Mancha a nado

No sé qué me espera
Pero ni me esperaste, ni avisaste
Optaste permanentemente por después
Después no vendrá, ya vino y pasó...

Cuanto más contumaz...

Recorrió espacios para alejar el tiempo
Eliminando pasos que no daremos
Desistió antes de creer

Y tropezó con los planes que tenía
Se detuvo en la curva y sentenció:
"¡Merezco ser feliz!"
Pero ese merecimiento era tiempo
No era conquistar la cima del K2

Atropelló los planes que tenía
Puso el carro delante de los bueyes
"¡Merezco ser feliz!"
Pero ese merecimiento era calma
No era cruzar el Canal de la Mancha a nado

Todo esfuerzo era tan poco para hacer
De los riesgos que corrimos por no querer correr
Tanto que era urgente y se fue desvaneciendo, escapando entre nuestras manos
Heridas ocupadas en no lastimar
En no lastimar...

No sé qué me espera...

Escrita por: Jay Vaquer / Max Viana