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En la oscuridad

Maximo Mansur

Escuro

Nesse escuro não posso ver
Ou são meus olhos que perdi?
E minha mente não compreende o por que
Tenho tão pouco de mim

Depois de tanto tempo calado explorado, escravizado, formatado
Já não consigo ver do meu lado o meu passado remoto, minhas tradições
E nem meu nome, meu codinome ou sobrenomes são meus
E o meu ignorado por meus donos, patronos, sinhozinho capitão do mato

E esse vazio a me envolver
Nenhuma terra é o meu chão
Nenhuma crença que eu posa crer, nenhuma idéia, salvação

Pois me tiraram da minha terra e me impuseram crer em outras verdades
E vejo meu povo lutando a eras pra manter a identidade
E reaver nossos deuses de cores e amores
E enfim dizer: esse é o meu chão e não só a ilusão de liberdade

En la oscuridad

En esta oscuridad no puedo ver
¿O son mis ojos los que perdí?
Y mi mente no entiende por qué
Tengo tan poco de mí

Después de tanto tiempo callado, explotado, esclavizado, formateado
Ya no puedo ver a mi lado mi pasado remoto, mis tradiciones
Ni mi nombre, mi seudónimo o apellidos son míos
Y lo que ignoran mis dueños, patrones, señoritos capataces

Y este vacío que me envuelve
Ninguna tierra es mi suelo
Ninguna creencia en la que pueda creer, ninguna idea, salvación

Porque me sacaron de mi tierra y me impusieron creer en otras verdades
Y veo a mi pueblo luchando durante eras por mantener la identidad
Y recuperar nuestros dioses de colores y amores
Y finalmente decir: este es mi suelo y no solo la ilusión de libertad

Escrita por: Máximo Mansur